O período de troca de presentes após o Natal tem reforçado o desempenho positivo do comércio em Ribeirão Preto. Além de substituir produtos que não agradaram ou não serviram, muitos consumidores acabam aproveitando a ida às lojas para realizar novas compras, o que amplia o faturamento do varejo neste fim de ano.
De acordo com a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), o desempenho das vendas natalinas superou as expectativas iniciais. A projeção estadual era de crescimento médio de 4%, mas alguns segmentos apresentaram resultados ainda mais expressivos na cidade. O setor de vestuário registrou alta de até 9%, enquanto farmácias e supermercados alcançaram crescimento de cerca de 6% na comparação com o Natal do ano passado.
A presidente da entidade, Sandra Brandani, destaca que o movimento de trocas tende a aquecer ainda mais o comércio nos próximos dias. Segundo ela, o consumidor que retorna à loja para trocar um presente, muitas vezes, opta por levar outro item ou um produto de valor superior.
“Na hora da troca, automaticamente o consumidor acaba levando alguma outra coisa ou um produto com valor superior.”
Sandra Brandani, presidente da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto
Apesar do cenário positivo, a Acirp alerta para a importância de atenção às regras de troca. Nota fiscal, etiquetas, embalagens e prazos definidos por cada estabelecimento são fundamentais para evitar transtornos. Alguns produtos, como itens íntimos, medicamentos abertos e eletrônicos sem defeito, têm restrições previstas em lei ou por normas sanitárias.
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As ações de Natal realizadas na cidade, como a iluminação especial e atividades culturais no Centro, também contribuíram para aumentar o fluxo de pessoas e estimular o consumo no comércio local. No entanto, a entidade já observa um sinal de alerta para os próximos meses, diante do impacto dos juros elevados e das despesas típicas do início do ano, como impostos e material escolar.
Mesmo assim, a expectativa é de que as liquidações de janeiro ajudem a manter o movimento nas lojas e a equilibrar os estoques. Outro ponto positivo é a possibilidade de efetivação de trabalhadores temporários contratados no fim de 2025, o que pode fortalecer a geração de empregos no início de 2026.



