Com o frio, as pessoas tendem a diminuir a atividade física e comer alimentos mais calóricos, o que afeta o controle da glicemia
Durante o inverno, a combinação de menor prática de atividades físicas e maior consumo de alimentos calóricos representa um risco para pessoas com diabetes, Período do inverno ascende alerta para, que precisam redobrar os cuidados para manter a saúde sob controle. A glicemia alta pode comprometer a imunidade, aumentando o risco de complicações por doenças respiratórias comuns na estação.
Raquel Costa, enfermeira diagnosticada com diabetes tipo 2 há dez anos, relata que a adaptação da rotina de trabalho foi um desafio para controlar a doença. “É um impacto muito grande quando a gente descobre, uma não aceitação, principalmente, mas depois a gente começa a entender que pode viver bem com qualidade tomando alguns cuidados”, disse. Na época do diagnóstico, ela trabalhava 18 horas diárias, o que dificultava a alimentação adequada.
Dados sobre diabetes em São Paulo
O número de atendimentos ambulatoriais para pessoas com diabetes no estado de São Paulo mais que dobrou em quatro anos, passando de 32.627 em 2020 para 55.011 em 2024, um aumento de 143%. Em relação a 2023, o crescimento foi de 28%. No primeiro quadrimestre de 2024, foram registrados 22.684 atendimentos, superando o total de 2021. As internações também aumentaram, de 20.759 em 2021 para 23.685 em 2023, e já somam 7.028 nos primeiros quatro meses de 2024.
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Influência do estilo de vida e do clima: A endocrinologista Joséle Franziano destaca que 90% dos casos de diabetes são do tipo 2, relacionados a fatores como alimentação inadequada e sedentarismo. Ela explica que o frio pode afetar o controle da glicemia, exigindo cuidados adicionais. “Nessa época de doenças sazonais como gripes e resfriados, tudo isso pode atrapalhar e evoluir com mais complicações em pessoas que não estão com a diabetes controlada”, afirmou.
Alimentação e adaptações para o inverno: O nutricionista Felipe Siqueira ressalta que o frio aumenta o gasto calórico para manter a temperatura corporal, o que eleva a fome e a preferência por alimentos mais calóricos e gordurosos. Ele sugere substituir comidas pesadas por opções mais leves e quentes, como chás termogênicos, que ajudam a manter a temperatura e o gasto calórico. Além disso, alerta para o impacto de pular refeições, comum no inverno devido ao hábito de acordar mais tarde, que pode desregular o metabolismo.
Arroz, diagnosticada com diabetes tipo 2 há 25 anos, relata dificuldades para controlar a doença no inverno devido à combinação de alimentação e redução da atividade física. Ela tem conciliado pilates e academia para melhorar o controle glicêmico e o peso.
Panorama
O inverno exige atenção redobrada para pessoas com diabetes, devido à combinação de fatores como maior consumo de alimentos calóricos, menor atividade física e maior incidência de doenças respiratórias. Manter uma rotina equilibrada de alimentação e exercícios é fundamental para evitar complicações e controlar a glicemia.



