Medida do MP está afetando a área de lazer e o turismo do distrito de Cachoeira das Emas, em Pirassununga
A proibição da pesca amadora em um trecho do Rio Mogi, em Piracununga, gerou polêmica entre moradores e autoridades.
Proibição e seus impactos
O Ministério Público, baseado em portaria do Ibama de 2009, proibiu a pesca amadora e profissional em um raio de 1.500 metros de barragens e corredeiras. A medida afetou uma área popular para pesca, impactando moradores e turistas que utilizavam o local para lazer e, em alguns casos, como fonte de renda.
Vozes contrárias à proibição
Pescadores locais, como Davi Rodrigues, com 40 anos de experiência na região, e seu filho Rafael, criticaram a decisão. Eles argumentam que a pesca amadora é uma atividade de lazer importante para a comunidade e que a proibição afetará a vida de muitas pessoas. O pesquisador Fábio Sucel, da Apta, reforça que a pesca amadora não é a principal ameaça à vida aquática, apontando outros fatores como o lançamento de esgoto, construção de barramentos, pesca comercial extrativista e pesca predatória como problemas mais graves.
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Fiscalização e desafios
Sucel destaca a dificuldade de cumprir a proibição sem fiscalização adequada, considerando o reduzido efetivo da Polícia Ambiental. A Polícia Ambiental informou possuir um planejamento estratégico para combater a pesca predatória, mas a eficácia da fiscalização, principalmente à noite, quando a pesca predatória é mais comum, é questionada. Apesar das tentativas de contato, a promotoria do meio ambiente e a assessoria do Ministério Público do meio ambiente não se manifestaram sobre o assunto.
A situação demonstra um conflito entre a preservação ambiental e as atividades tradicionais da comunidade, levantando questionamentos sobre a efetividade da medida e a necessidade de diálogo e soluções mais abrangentes para a conservação do Rio Mogi.



