Comandante da Polícia Ambiental conscientiza os pescadores para que, apesar da volta da atividade, sigam as leis
Giro do Agro — oferecimento: Copercana. Com o fim do período da piracema, a pesca de algumas espécies nativas volta a ser permitida na região de Ribeirão Preto, mas autoridades alertam para a manutenção de regras e fiscalização reforçada.
Fim da piracema e as regras de pesca
Desde ontem, pescadores podem novamente capturar determinadas espécies, entre elas piau, pacu, mandí, traíra, barbado, pintado e dourado. O período de restrição tem o objetivo de proteger a reprodução natural dos peixes e preservar estoques.
Rodrigo Antônio dos Santos, comandante da Polícia Ambiental de Ribeirão Preto, lembra que a retomada não autoriza a pesca indiscriminada: “A pesca está abrindo atrásra, retornando de acordo com a legislação. Não é pesca indiscriminada, é pesca permitida”, afirma. Ele destaca que a legislação especifica limites de tamanho para as espécies, metragem de petrechos como tarrafas e redes, e locais proibidos, como bocas de barragens, desembocaduras e corredeiras.
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Fiscalização e balanço da operação
Segundo o balanço da Polícia Ambiental, entre novembro e o fim da piracema mais de 7 mil pescadores foram fiscalizados em 189 municípios da região de Ribeirão Preto. Foram registradas 344 infrações e apreendidos mais de 5.500 quilos de pescado. A corporação também recolheu aproximadamente 5.800 apetrechos de pesca armados nos rios.
O comandante ressalta que a fiscalização não só se mantém como é intensificada no momento da abertura: “O pessoal costuma queimar a largada. Nós já fizemos autuações ontem”, disse. Em uma ação na região de Ibitinga, agentes localizaram um jet ski furtado e o devolveram ao proprietário, além de manter o foco no combate à pesca predatória.
Sanções por irregularidades
A pesca irregular pode acarretar multa de até R$ 100 mil, além de implicações penais: a prática pode configurar crime ambiental, com pena prevista de 1 a 3 anos de detenção. As autoridades pedem que os pescadores se informem sobre a legislação antes de sair às margens dos rios.
Com a retomada das atividades, o apelo é por responsabilidade: respeitar as medidas de proteção, consultar a Polícia Ambiental em caso de dúvida e contribuir para a conservação dos recursos hídricos e pesqueiros da região.