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Pesquisa alerta sobre número de abortos em gestantes com Zika Vírus

Foram analisadas 178 grávidas portadoras do vírus, 9 delas perderam os bebês, enquanto que 4 crianças nasceram com microcefalia
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Foram analisadas 178 grávidas portadoras do vírus, 9 delas perderam os bebês, enquanto que 4 crianças nasceram com microcefalia

Foram analisadas 178 grávidas portadoras do vírus, 9 delas perderam os bebês, enquanto que 4 crianças nasceram com microcefalia

Zika: Mais Abortos do que Microcefalia

Uma pesquisa parcial conduzida pelo infectologista Benedito Fonseca, professor da USP de Ribeirão Preto, e divulgada em congresso nos Estados Unidos, revelou um dado alarmante: o vírus Zika parece estar associado a um número significativamente maior de abortos espontâneos do que de casos de microcefalia. O estudo, realizado com 1.200 mulheres grávidas em Ribeirão Preto, apontou que, das 178 que contraíram o vírus, 9 sofreram abortos espontâneos, enquanto apenas 4 tiveram bebês com microcefalia.

Implicações da Pesquisa

O professor Fonseca atribui a gravidade das infecções virais como a causa dos abortos espontâneos. Embora a emergência nacional de saúde pública relacionada ao Zika vírus e à microcefalia tenha sido encerrada em maio deste ano pelo Ministério da Saúde, a pesquisa ressalta a importância de se manter a vigilância. A alta incidência de abortos, embora não diminua a preocupação com a microcefalia, demonstra um impacto até então subestimado da infecção pelo vírus Zika.

Situação em Ribeirão Preto

A pesquisa, realizada em parceria com a Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto, ainda está em andamento, e os dados apresentados são parciais. Ribeirão Preto, que registrou 7 mil casos de Zika em 2016, não teve nenhum caso notificado em 2017 até o momento. Apesar do fim da emergência, a pesquisa reforça a necessidade de contínuo monitoramento e estudos sobre os efeitos do vírus Zika na saúde materna e fetal.

Apesar do fim da emergência em saúde pública, os resultados parciais deste estudo demonstram a complexidade dos efeitos do vírus Zika e a necessidade de pesquisas adicionais para uma compreensão completa de suas consequências. A preocupação com a microcefalia permanece, mas a alta taxa de abortos espontâneos exige atenção e novas estratégias de prevenção e cuidado.

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