No primeiro mês de 2024 foram cinco vítimas fatais, contra duas no mesmo período do ano passado; especialista comenta alta
Um levantamento divulgado pelo Infociga acendeu o alerta em Ribeirão Preto: o começo do ano registrou aumento nas mortes de motociclistas no trânsito. Só em janeiro foram cinco vítimas fatais na cidade, ante duas no mesmo mês do ano anterior.
Dados e preocupação
As motocicletas são procuradas por serem rápidas, econômicas e, muitas vezes, mais baratas do que os carros. Ao mesmo tempo, representam um risco significativo nas vias urbanas. O crescimento no número de óbitos em janeiro preocupa autoridades e especialistas, que apontam para fatores como imprudência, falta de educação no trânsito e falhas na infraestrutura e fiscalização.
Relatos de quem vive o trânsito
Laís Franco relata um acidente ocorrido no início desta semana: sofreu queimaduras após cair de moto em uma rotatória ao colidir com um carro. “Em oito anos andando de moto nunca tive problema parecido, foi um susto muito grande”, disse ela, que afirma sempre ter tomado cuidado ao pilotar. Laís critica o comportamento de parte dos condutores: “o trânsito da cidade está muito doido, as pessoas estão muito imediatistas, muito estressadas”.
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Outro relato vem de Gustavo Duarte, entregador de comida, que descreve a rotina de atenção redobrada para evitar colisões: “Eu tento prestar atenção na distância em relação ao veículo à frente, observo os retrovisores e os pontos cegos. Tenho muito medo, penso no meu filho, então procuro andar mais devagar e ser o mais precavido possível”.
Especialistas e prevenção
Para o advogado Demar Padrão, a solução passa por uma ação coletiva. “Estamos falando de um mecanismo social: existe a parte do comportamento, dos condutores e pedestres, e do outro lado o poder público, com infraestrutura, educação para o trânsito e fiscalização do cumprimento das regras. Cada um fazendo sua parte, esse mecanismo funciona bem. Se houver descompensação, vemos o reflexo nos números”, afirmou.
Além de campanhas de conscientização, especialistas defendem reforço na fiscalização e investimentos em sinalização e engenharia viária para reduzir os riscos e permitir que motociclistas e demais usuários retornem à casa em segurança.



