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Pesquisa aponta dados desfavoráveis com relação ao consumo das famílias

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Consumo das famílias
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O desempenho negativo do mercado de trabalho brasileiro tem impactado diretamente o consumo das famílias, um dos setores com pior performance no Produto Interno Bruto (PIB). Um estudo recente do Ceper destaca essa relação, conforme explica o economista Alex Ferreira.

Impacto da Economia Fraca no Consumo Familiar

Segundo Ferreira, a fragilidade da economia brasileira finalmente se manifestou de forma mais expressiva no mercado de trabalho, resultando em uma diminuição no consumo das famílias. Historicamente, a retração era mais evidente nos investimentos, que representam uma fatia menor da demanda em comparação com o consumo, responsável por quase dois terços do PIB. A taxa negativa de 0,9% neste setor crucial é um sinal de alerta.

Incertezas e Cautela no Mercado

A combinação de incertezas, tanto no mercado de trabalho quanto em relação ao futuro econômico do país, leva as pessoas a adotarem uma postura mais cautelosa em relação ao consumo. Além disso, a elevação da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e a maior restrição ao crédito por parte dos bancos também contribuem para esse cenário. A dificuldade em prever o impacto total do aumento das taxas de juros sobre o consumo adiciona mais incerteza ao quadro.

Perspectivas para o Futuro Próximo

O estudo também aponta para resultados negativos na indústria e nos serviços no primeiro trimestre, em comparação com o ano anterior, com exceção da agropecuária e das exportações. As previsões para os próximos meses indicam uma continuidade na queda do PIB, com o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetando um crescimento menor do que o de economias desenvolvidas e em desenvolvimento, além de um desempenho em 2015 inferior à média da América Latina.

Diante deste cenário, a análise de diferentes cenários futuros, baseada em informações do Banco Central, revela que mesmo em um cenário otimista, o crescimento econômico permanece baixo. A inflação persiste acima do centro da meta, e o ajuste fiscal não se consolida totalmente. As perspectivas de crescimento para o ano corrente e o próximo são consideradas desanimadoras, especialmente em comparação com o desempenho de outras economias globais e com o histórico do Brasil.

A pesquisa também indica que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ultrapassar o teto da meta em 2015, com a inflação acumulada nos últimos 12 meses atingindo 8,17% em abril. A projeção de uma inflação acima de 8% em um contexto recessivo demonstra o alto custo do ajuste inflacionário, após um período de aparente estabilização monetária. O aumento das taxas de juros, embora necessário para conter a inflação, impõe um ônus significativo à população.

Espera-se que o ajuste inflacionário se concretize no próximo ano, trazendo as expectativas para o centro da meta e influenciando positivamente as decisões de preços. A estabilização das expectativas é crucial para a retomada do crescimento e para a melhoria do cenário econômico brasileiro.

O momento exige atenção e medidas eficazes para reverter o quadro atual e promover um futuro mais próspero para o país.

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