Autor do estudo, Adeylson Ribeiro, aponta como causa do maior número de mortes a desigualdade histórica em relação aos negros
Um estudo recente comparou a taxa de mortalidade por câncer entre brancos e negros em 18 municípios da região de Barretos e na capital paulista. A pesquisa, realizada entre 2001 e 2017, utilizou dados do DataSUS e do IBGE, analisando a mortalidade por diferentes tipos de câncer.
Mortalidade por Câncer em Barretos: Desigualdade Persistente
Em Barretos, apesar da presença do Hospital de Câncer de Barretos, que oferece tratamento pelo SUS, a mortalidade por câncer foi maior entre negros. Isso demonstra a persistência de inequidades históricas no acesso à saúde, refletindo em diagnósticos tardios e menor sobrevida.
São Paulo: Um Cenário Inverso
Surpreendentemente, em São Paulo, a mortalidade por câncer foi maior entre brancos. Este resultado, explicado pela maior incidência de cânceres como mama, próstata, colo, retal e pulmão em áreas mais ricas da cidade, onde reside maior percentual de brancos, destaca a influência do status socioeconômico nos fatores de risco e acesso ao tratamento.
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Desigualdade e Acesso à Saúde
O estudo evidencia a importância do acesso equitativo ao diagnóstico e tratamento precoce do câncer. A demora entre o início dos sintomas e o tratamento adequado impacta diretamente na sobrevida, especialmente para a população negra, que enfrenta maiores dificuldades de acesso ao sistema de saúde. A pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas que garantam igualdade de oportunidades e reduzam as disparidades no enfrentamento do câncer no Brasil.



