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Pesquisa aponta que 41% dos empregadores planejam reduzir equipes para o uso de IA

Pesquisa aponta que 41% dos empregadores planejam reduzir equipes para o uso de IA
uso de IA
Pesquisa aponta que 41% dos empregadores planejam reduzir equipes para o uso de IA

Pesquisa aponta que 41% dos empregadores planejam reduzir equipes para o uso de IA

O impacto da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho brasileiro tem sido tema constante de debate, com projeções que variam entre otimismo e preocupação. Um relatório recente da revista Forbes Brasil, citado por Dimas Faciola na CBN, lança um alerta sobre a possível redução de equipes devido à crescente adoção da IA pelas empresas.

O Cenário Preocupante: Perda de Empregos e Automação

Enquanto algumas perspectivas apontam para a criação de novas oportunidades de trabalho impulsionadas pela IA, o cenário apresentado por especialistas consultados pela Forbes é mais sombrio. A consultoria LCA estima que 31,3 milhões de empregos no Brasil serão afetados, com 5,5 milhões correndo risco de automação completa. O Fórum Econômico Mundial também indica que 41% dos empregadores planejam reduzir suas equipes devido à IA.

Um ponto crucial é a mudança no perfil dos empregos ameaçados. Pela primeira vez, os chamados “white collar jobs” (empregos de colarinho branco), como os de tecnologia, finanças, direito e consultoria, estão mais expostos ao desemprego do que as posições operacionais. Dario Amodei, cofundador da Anthropic e ex-vice-presidente de pesquisa da OpenAI, adverte que a eliminação em massa de ocupações de nível básico nessas áreas é uma possibilidade real e próxima.

O Aceleração das Mudanças e o Impacto nos Jovens

Andrea Jarner, pesquisadora de tendências e CEO da Oxygen, ressalta que a velocidade das mudanças impulsionadas pela IA é muito maior do que em outras revoluções industriais, ocorrendo em questão de meses, não décadas. Nos Estados Unidos, empregos de entrada, como os de estagiários e trainees, são os mais vulneráveis. Nash Rahman, diretor de oportunidade econômica do LinkedIn, argumenta que a IA está eliminando os degraus iniciais da carreira.

No Brasil, os mais jovens também estão particularmente suscetíveis. Segundo a LCA, o avanço das ferramentas de IA torna o repertório limitado dos estagiários menos valioso em comparação com a capacidade da IA de entregar resultados rápidos e eficientes.

Adaptação e o Futuro do Trabalho

Apesar do cenário desafiador, há espaço para adaptação. O atraso do Brasil na adoção da IA, com apenas 13% das empresas utilizando a tecnologia em 2024, pode dar aos profissionais mais tempo para se ajustarem. Além disso, empresas menores ou em processo de implementação da IA ainda necessitam de profissionais sem experiência prévia na área.

Adriano Caseirato, professor de pós-graduação em IA da Fundação Getúlio Vargas, compara a revolução da IA à da internet, alertando para o risco de exclusão de cidadãos das decisões econômicas e alienação dos acontecimentos globais. A conscientização pública sobre as mudanças, a capacitação dos trabalhadores para trabalhar com a IA e a criação de soluções políticas para uma economia dominada pela IA são apontadas como caminhos para mitigar os impactos negativos.

Diante das transformações em curso, a busca por novas habilidades e a adaptação contínua se mostram essenciais para navegar no futuro do trabalho.

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