Grupo também fala em falta de respeito e liderança abusiva; consultora de carreiras, Míriam Contti, analisa o cenário
Pesquisas recentes indicam que 70% dos trabalhadores relatam atuar em ambientes de trabalho marcados por comunicação violenta, Pesquisa aponta que 70% dos trabalhadores, falta de respeito e liderança abusiva. Esses fatores contribuem para o aumento de casos de estresse, ansiedade e burnout, com o Brasil liderando rankings relacionados ao estresse no trabalho.
Ambientes tóxicos ainda são comuns
A consultora de carreira Miriam afirma que, apesar de existir um movimento para mudar essa realidade, muitas pessoas ainda consideram esse tipo de ambiente como comum no mercado de trabalho. Segundo ela, funcionários frequentemente enfrentam situações tensas e agressivas nas relações com colegas e líderes.
Desafios geracionais e culturais: Miriam destaca que as empresas lidam com diferentes gerações, cada uma com posturas e comportamentos influenciados por suas formações culturais e educacionais. Para enfrentar esses desafios, os departamentos de recursos humanos precisam promover eventos e adequações na comunicação entre lideranças e funcionários, especialmente durante processos de integração.
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Comunicação não violenta como ferramenta: A consultora explica que a comunicação não violenta é uma técnica importante para melhorar o ambiente de trabalho. Essa abordagem envolve observar e perceber sentimentos, comunicar-se de forma assertiva e entender as necessidades do outro sem rotular, impor ou julgar, especialmente ao dar feedbacks ou delegar tarefas.
Importância do RH e da liderança: Segundo Miriam, os profissionais de recursos humanos devem estar preparados para essas mudanças comportamentais, promovendo reciclagem e manutenção da comunicação das lideranças e educando os funcionários. Um ambiente tóxico pode levar à perda de talentos e comprometer o desempenho e os resultados da empresa.
Entenda melhor
Promover espaços para discussões saudáveis permite identificar e ajustar ruídos na comunicação, favorecendo um ambiente acolhedor e assertivo. Funcionários buscam crescimento e desenvolvimento, assim como seus gestores, mas atritos culturais e educacionais precisam ser alinhados para garantir um convívio harmonioso e produtivo.



