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Pesquisa aponta que 72% das pessoas da “Geração Z” tem medo de perder o emprego

Estimativa é maior que a insegurança nacional sobre a permanência no serviço, de cerca de 60%; David Forli Inocente comenta
Que 72% das pessoas da Geração
Estimativa é maior que a insegurança nacional sobre a permanência no serviço, de cerca de 60%; David Forli Inocente comenta

Estimativa é maior que a insegurança nacional sobre a permanência no serviço, de cerca de 60%; David Forli Inocente comenta

O medo de perder o emprego é uma preocupação crescente entre os jovens da geração Z, Que 72% das pessoas da “Geração Z” tem medo de perder o emprego, segundo pesquisas recentes que também destacam o impacto dessa insegurança na saúde mental desse grupo. A geração Z é caracterizada por ter nascido em um contexto de ampla conectividade digital, com acesso a celulares, computadores e internet de alta velocidade desde cedo, o que molda seus valores e expectativas profissionais.

De acordo com dados da Thinkwork, um think tank brasileiro focado em tendências de recursos humanos e gestão de pessoas, 72% dos jovens da geração Z têm medo de perder o emprego, percentual superior à média da população brasileira, que é de 60%. Essa preocupação é reforçada por uma pesquisa global da Deloitte, que entrevistou 22 mil pessoas em 44 países e identificou que a geração Z teme especialmente a substituição por tecnologias como a inteligência artificial generativa, capaz de responder perguntas complexas e realizar tarefas antes exclusivas dos humanos. A Ernst & Young também apontou que mais de 52% dos jovens dessa geração manifestam essa apreensão.

Características da geração Z e seus desafios

A geração Z é vista como livre e com múltiplas possibilidades profissionais, devido ao acesso facilitado à informação e à diversidade de oportunidades. No entanto, essa liberdade aparente convive com a ansiedade sobre a estabilidade no emprego, o que gera um paradoxo entre a expectativa de mobilidade e o medo da perda do trabalho.

Além disso, o impacto dessa insegurança no trabalho se reflete diretamente na saúde mental dos jovens. Com jornadas que ultrapassam as oito horas diárias e a constante conexão por meio de aplicativos como WhatsApp, a linha entre vida profissional e pessoal se torna tênue, aumentando o estresse e a sensação de vulnerabilidade.

Impactos na saúde mental e estratégias de enfrentamento: O medo de perder o emprego, que representa a perda de uma parte significativa do tempo e da identidade dos jovens, pode ser paralisante e gerar ansiedade. Para lidar com essa situação, especialistas recomendam o desenvolvimento da resiliência, que pode ser estimulada por meio de treinamentos vivenciais e atividades que tiram os jovens da zona de conforto, como esportes radicais e dinâmicas em grupo.

Outra estratégia importante é a construção e fortalecimento de redes profissionais, especialmente em plataformas como o LinkedIn, que facilitam o acesso a novas oportunidades e suporte em momentos de transição. A atualização constante por meio de estudos e o acompanhamento das tendências do mercado também são fundamentais para aumentar a segurança e a empregabilidade.

Segurança psicológica e educação financeira

Além das estratégias individuais, o ambiente de trabalho deve oferecer segurança psicológica, com lideranças que comuniquem de forma transparente sobre possíveis mudanças, evitando especulações e ansiedade desnecessária. A educação financeira também é crucial para essa geração, que muitas vezes não possui planejamento financeiro sólido, previdência privada ou controle sobre seus recursos, o que agrava o medo do desemprego.

Ensinar os jovens a lidar com o dinheiro e a planejar seu futuro financeiro contribui para reduzir a insegurança e aumentar a autonomia diante das incertezas do mercado de trabalho.

Panorama

A geração Z ainda enfrenta desafios específicos devido à sua fase de vida, com menos compromissos financeiros como filhos ou financiamentos, o que pode explicar uma maior disposição para mudanças profissionais rápidas. No entanto, essa característica não elimina a necessidade de apoio e desenvolvimento de competências para lidar com a instabilidade e o estresse relacionados ao emprego.

Para lideranças e profissionais de recursos humanos, é fundamental criar espaços que permitam a expressão das fragilidades desses jovens, promovendo um ambiente de apoio que contribua para seu crescimento pessoal e profissional. Assim, a geração Z pode se tornar um ativo valioso para as organizações, capaz de inovar e se adaptar às transformações do mercado.

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