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Pesquisa aponta que 76% dos pais temem que os filhos sofram bullying na escola

Sobre como trabalhar o emocional das crianças, confira a entrevista com a terapeuta e pedagoga clínica, Juliana Barbosa
Pesquisa aponta que 76% dos pais
Sobre como trabalhar o emocional das crianças, confira a entrevista com a terapeuta e pedagoga clínica, Juliana Barbosa

Sobre como trabalhar o emocional das crianças, confira a entrevista com a terapeuta e pedagoga clínica, Juliana Barbosa

Uma pesquisa realizada pela Datafolha para uma associação revelou que 76% dos brasileiros temem que seus filhos sofram bullying na escola. Desses, Pesquisa aponta que 76% dos pais, 50% manifestam muito medo, enquanto 26% têm um pouco de receio. O temor é maior entre pessoas pretas, que associam o bullying ao racismo.

Entre as mães, 65% demonstram grande preocupação com o bullying escolar. A pesquisa também indica que 65% das pessoas pretas têm medo de que seus filhos sejam vítimas, Pesquisa aponta que 76% dos pais, contra 49% entre pardos e 42% entre brancos. Foram entrevistados 1.312 responsáveis por estudantes em 113 municípios brasileiros.

Contexto e causas do bullying: A psicóloga clínica Juliana Barbosa explica que o medo dos pais é justificado e reflete uma realidade da educação brasileira, marcada pela ausência de educação emocional. Segundo ela, o país ainda carece de alfabetização comportamental e psíquica, e apesar de algumas escolas particulares oferecerem programas sobre inteligência emocional, o tema está em estágio inicial.

Juliana destaca que o bullying muitas vezes começa em casa, devido à falta de conexão afetiva entre pais e filhos, e que a formação de professores e gestores escolares sobre o tema ainda é insuficiente, especialmente nas escolas públicas.

Impactos do bullying e relatos: O ouvinte André relatou que a filha mais velha sofreu bullying, o que levou à troca de escola e acompanhamento psicológico mensal. Ele ressaltou que os pais acabam sofrendo mais que os filhos diante dessa situação. No consultório, Juliana Barbosa observa que crianças e adolescentes apresentam crises de ansiedade relacionadas à dificuldade de socialização, agravada por padrões distorcidos de beleza disseminados pelas redes sociais.

A psicóloga alerta que o trauma causado pelo bullying pode persistir por toda a vida, afetando até mesmo escolhas profissionais na idade adulta. Ela defende a necessidade de debates, formação e orientação para pais sobre como lidar com o bullying.

Educação emocional e diversidade: Juliana Barbosa ressalta que, embora o bullying exista há muito tempo, hoje há uma maior malícia e consciência sobre o tema, especialmente no que diz respeito à etnia. Ela cita a importância de trabalhar a identidade e aceitação da diversidade no Brasil, destacando que a cultura africana é valorizada, mas ainda falta reconhecimento da diversidade étnica nas escolas e na sociedade.

Sobre como os pais podem trabalhar as emoções em casa, a psicóloga recomenda o estudo da ciência dos temperamentos, que classifica crianças em grupos extrovertidos e introvertidos, ajudando a compreender suas reações e necessidades emocionais. Ela sugere que os pais busquem terapia e promovam um ambiente de conexão afetiva para que os filhos possam expressar seus sentimentos.

Juliana também enfatiza a importância de ensinar as crianças a lidar com frustrações e desenvolver resiliência, alertando que a superproteção pode dificultar a autonomia e a capacidade de enfrentar adversidades.

Entenda melhor

A psicóloga recomenda que os pais solicitem formação sobre bullying para professores e gestores escolares, pois a escola é um ambiente social fundamental para o desenvolvimento da autoregulação emocional e da cidadania das crianças. O diálogo aberto e o conhecimento sobre o tema são essenciais para enfrentar o problema.

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