Não é motivo para pânico, diz Rodrigo Stabeli que afirma que o imunizante tem mais eficácia do que a vacina da gripe
Um levantamento recente trouxe à tona a discussão sobre a necessidade de revacinação contra a Covid-19 em idosos acima de 80 anos. A pesquisa apontou uma menor efetividade da Coronavac nesse grupo etário, levantando preocupações sobre a proteção oferecida pela vacina.
Efetividade x Eficácia da Vacina
É importante diferenciar eficácia e efetividade. A eficácia se refere aos resultados em testes clínicos controlados, enquanto a efetividade considera a aplicação da vacina na realidade, com a população vivendo suas rotinas. O estudo mostrou uma variação na proteção da Coronavac, de 61,8% na faixa dos 70 aos 74 anos, a apenas 28% acima dos 80 anos. Apesar disso, a redução de mortalidade nesse grupo etário tem sido significativa.
A Coronavac e a Proteção Contra Internações e Mortes
Embora a efetividade da Coronavac seja menor em idosos acima de 80 anos em comparação com grupos mais jovens, a vacina demonstra eficiência na prevenção de internações e mortes. Dados indicam uma eficiência de 48% a 57% na prevenção de casos graves de pneumonia, um índice comparável à vacina contra influenza. A proteção oferecida pela Coronavac contra casos leves é até superior à da vacina da influenza.
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Próximos Passos e Considerações Finais
A baixa porcentagem de idosos acima de 80 anos nos testes clínicos da Coronavac dificulta a análise completa da sua efetividade nesse grupo. A vigilância sanitária monitora a situação e avaliará a necessidade de uma eventual revacinação caso haja aumento significativo de óbitos. A vacinação em massa, aliada ao uso de máscaras e distanciamento social, continua sendo a estratégia mais eficaz no combate à Covid-19. É crucial manter a comunicação clara e transparente sobre os dados científicos, evitando o pânico e incentivando a vacinação da população elegível.



