Na região, Cajuru e Guariba seguem o caminho oposto, pois lideram o ranking de adolescentes grávidas
Um estudo do Centro de Pesquisas Econômicas da USP de Ribeirão Preto analisou o perfil das mulheres que tiveram filhos no Brasil entre 2008 e 2017, revelando dados preocupantes sobre a gravidez na adolescência e a necessidade de políticas públicas mais eficazes.
Faixas Etárias e Gravidez
A pesquisa, baseada em dados do DataSUS e do Ministério da Saúde, apontou que a faixa etária entre 20 e 29 anos concentrou o maior número de casos de gravidez (52%), seguida pelas mulheres de 30 a 39 anos (30%) e, por fim, pelas adolescentes de 15 a 19 anos (16%). O coordenador da pesquisa, professor André Luciton Costa, destaca a importância do planejamento familiar para minimizar os impactos sociais, psicológicos, econômicos e educacionais, principalmente em casos de complicações durante o parto.
Gravidez Precoce e suas Consequências
Os dados revelam uma situação alarmante em cidades como Cajuru e Guariba, que apresentam altos índices de gravidez em meninas de 10 a 14 anos. A cada 10 mil habitantes, duas meninas nessa faixa etária são internadas devido a partos e complicações. O número de internações por gravidez ou complicações na faixa dos 15 aos 19 anos também é preocupante, com 40 casos para cada 10 mil habitantes. O professor Costa ressalta que a gravidez precoce prejudica a vida da mulher e da criança, aumentando o risco de pobreza e limitando as oportunidades de educação e desenvolvimento profissional.
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Necessidade de Políticas Públicas
O estudo destaca que partos e complicações representaram 77% das internações em Ribeirão Preto e região durante o período analisado. A pesquisa serve de base para a criação de políticas públicas voltadas para o atendimento de mulheres em maior vulnerabilidade à gravidez precoce, enfatizando a importância da prevenção e do acesso à atenção básica de saúde. Para mais detalhes sobre o estudo, acesse fundace.org.br.



