Microbiologista afirma que a forma como as salas são higienizadas devem ser revista
Resistência bacteriana em UTIs do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto é foco de estudo.
Comunidades de microrganismos em UTIs
Um estudo realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto mapeou as comunidades de microrganismos presentes em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A pesquisa, conduzida pela professora Argentina Maria Eugênio Aguazarone, microbiologista com seis anos de experiência no hospital, revelou a resistência de algumas bactérias aos produtos de limpeza utilizados.
Metodologia e resultados preocupantes
Utilizando cotonetes, pesquisadores coletaram amostras em diversos locais das UTIs após a limpeza diária, incluindo colchões, camas, maçanetas, respiradores e celulares. Os resultados apontaram uma alta carga bacteriana em alguns equipamentos, com destaque para os celulares. A enfermeira Maíra Gonçalves Meregete, que participou da coleta de amostras e atualmente atua na Escola de Enfermagem, ressalta que a presença de bactérias resistentes era esperada, mas novos estudos serão necessários para determinar se a quantidade encontrada é suficiente para causar contaminação.
Próximos passos e medidas preventivas
Apesar dos resultados preocupantes, Maíra Gonçalves Meregete afirma que, no momento, não há motivos para mudar o produto de limpeza ou o material utilizado. A professora Aguazarone reforça a importância de medidas preventivas simples, como a higienização frequente das mãos e o cuidado com a transmissão de bactérias. A pesquisa destaca a necessidade de revisão dos protocolos de limpeza em UTIs para garantir a segurança dos pacientes.



