Optar pela malandragem na hora de buscar um emprego não é a melhor opção; Dimas Facioli comenta sobre essa atitude
Uma pesquisa recente realizada por uma empresa de consultoria em recursos humanos revelou que 69% dos recrutadores já descartaram candidatos durante processos seletivos devido a inconsistências ou mentiras presentes nos currículos. Entre as fraudes mais comuns estão o exagero na descrição de habilidades ou conhecimentos, Que cerca de 70% dos recrutadores já descartaram candidatos por mentiras no currículo, citado por 50% dos entrevistadores, mentiras sobre cargos anteriores (48%), superestimação do domínio de idiomas (30%), distorções sobre experiências e realizações (29%) e falsificação de histórico educacional (26%).
Verificação rigorosa das informações
Atualmente, muitas empresas têm investido em consultorias especializadas e em tecnologias para realizar a checagem detalhada dos dados apresentados pelos candidatos. Profissionais treinados cruzam informações e investigam antecedentes para identificar possíveis inconsistências. É comum, por exemplo, que as organizações verifiquem se o diploma apresentado está registrado e se o candidato realmente trabalhou nas empresas mencionadas, buscando referências junto a antigos empregadores.
Consequências das mentiras no currículo: Mentir no currículo pode trazer prejuízos tanto para o candidato quanto para a empresa. Profissionais que são contratados com base em informações falsas podem não conseguir desempenhar as funções para as quais foram selecionados, o que gera retrabalho e custos adicionais para a organização. Além disso, a descoberta da falsificação pode levar à demissão do colaborador e prejudicar sua reputação no mercado de trabalho, dificultando futuras contratações.
Leia também
Erros comuns e recomendações para candidatos: Além das mentiras, erros simples como falta de objetivo profissional claro, erros gramaticais e ausência de dados pessoais podem comprometer a avaliação do currículo. Muitos candidatos também cometem o equívoco de exagerar as atividades desempenhadas em empregos anteriores, descrevendo funções que não condizem com a realidade, como atribuir responsabilidades analíticas quando na verdade realizavam tarefas operacionais.
Especialistas recomendam que os profissionais sejam honestos em seus currículos e invistam em sua formação para aprimorar habilidades e conhecimentos. A preparação adequada é fundamental para aumentar as chances de sucesso em processos seletivos e para o desenvolvimento da carreira a médio e longo prazo.
Impacto na carreira e no mercado de trabalho
Mentir no currículo pode parecer uma solução rápida para conseguir uma vaga, especialmente em situações de desemprego, mas a prática é prejudicial para o candidato em longo prazo. A relação entre empregador e empregado baseia-se na confiança e na troca justa de competências. Candidatos que apresentam informações falsas podem comprometer essa relação e limitar seu crescimento profissional.
Por outro lado, profissionais que demonstram competências reais e alinhadas às necessidades da empresa tendem a se destacar e a progredir mais rapidamente em suas carreiras. A transparência e a preparação são, portanto, elementos essenciais para o sucesso no mercado de trabalho.
Entenda melhor
Mentiras em currículos podem ser detectadas tanto na fase de seleção quanto após a contratação, por meio de entrevistas, testes práticos e acompanhamento do desempenho. Empresas utilizam ferramentas tecnológicas e consultorias especializadas para garantir a veracidade das informações. A honestidade no currículo não apenas evita problemas futuros, mas também contribui para a construção de uma carreira sólida e confiável.