Números dos últimos três anos revelam que meninos são 30% mais econômicos para os pais
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) revelou um dado curioso: pais tendem a gastar até 30% a mais com filhas meninas do que com filhos meninos. Mas por que essa diferença?
Mais opções, mais gastos
A Abefin aponta para a maior variedade de produtos disponíveis para meninas como principal fator. Roupas, calçados e acessórios voltados para o público feminino infantil são bem mais numerosos e, muitas vezes, mais elaborados, levando a um aumento considerável nos gastos. A decoradora Camila Marção, mãe de duas meninas e um menino, confirma essa realidade. O armário das filhas está sempre lotado, enquanto o do filho tem espaço de sobra.
O impacto na escolha de roupas e brinquedos
A filha mais velha de Camila, Eloisa (10 anos), exemplifica a situação: ela possui tênis específicos para cada ocasião – escola, escoteiros, etc. Camila explica que a necessidade de ter opções para diferentes situações (social, esporte, etc.) acaba multiplicando a quantidade de peças. Essa tendência se repete nas lojas. Em um estabelecimento especializado em moda infantil, apenas 10% dos produtos são destinados aos meninos, e com preços significativamente menores. A gerente da loja afirma que as mães de meninos são menos exigentes, buscando itens mais confortáveis e duráveis, enquanto as mães de meninas buscam mais variedade e exclusividade.
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A diferença de preços também se estende ao setor de brinquedos. Um gerente de loja de brinquedos relatou que é possível encontrar carrinhos a partir de R$ 7,99 e bolas de vinil por R$ 1,90. Já os brinquedos para meninas costumam apresentar preços mais elevados. Essa disparidade de custos foi constatada pela Abefin em pesquisa realizada ao longo de três anos.
Em resumo, a maior oferta e a busca por variedade e exclusividade no mercado infantil feminino impulsionam os gastos das famílias com meninas, confirmando os dados da pesquisa da Abefin.



