Levantamento é do Hospital de Amor; pesquisadora e biologista, Ana Carolina Laus, traz os detalhes do estudo
Um estudo inédito do Hospital de Amor de Barretos analisou a ancestralidade de cerca de mil mulheres com câncer de mama de diferentes regiões do Brasil. A pesquisa revelou uma associação entre ancestralidade africana, principalmente em mulheres do Norte e Nordeste, e tipos mais agressivos da doença.
Ancestralidade e agressividade do câncer de mama
A pesquisa, inédita no país, focou na análise da ancestralidade predominante na população brasileira, incluindo a ancestralidade indígena, algo não considerado em estudos internacionais. Apesar da descoberta de uma tendência em mulheres com maior proporção de ancestralidade africana apresentarem tipos mais agressivos da doença, a pesquisa não estabelece uma relação de causa e efeito. Mais estudos são necessários para entender as diferenças genéticas que poderiam explicar esse maior risco.
Prevenção e próximos passos
A principal implicação da pesquisa é a necessidade de políticas de prevenção e rastreamento direcionadas para as populações com maior risco, alertando para a importância de exames regulares. Os próximos passos incluem expandir o estudo para incluir pacientes de todas as regiões do Brasil e aprofundar as análises genéticas para identificar possíveis causas genéticas que contribuem para o aumento do risco.
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Considerações Finais
A pesquisa destaca a importância de considerar a ancestralidade na compreensão e prevenção do câncer de mama no Brasil. A combinação de fatores genéticos e estilo de vida precisa ser melhor investigada para o desenvolvimento de estratégias de prevenção mais eficazes e equitativas.



