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Pesquisa aponta que mulheres são mais prudentes no trânsito do que homens

Segundo o DETRAN, das 96 mil autuações registradas em 2023, 63% foram para homens e 37% para as mulheres
Pesquisa aponta que mulheres são mais
Segundo o DETRAN, das 96 mil autuações registradas em 2023, 63% foram para homens e 37% para as mulheres

Segundo o DETRAN, das 96 mil autuações registradas em 2023, 63% foram para homens e 37% para as mulheres

Uma pesquisa do Detran aponta que as mulheres são, em média, mais prudentes no trânsito do que os homens. O levantamento, que analisa as infrações registradas no ano passado, revela diferenças tanto no tipo de infração quanto na distribuição por gênero.

Dados da pesquisa

Do total de 96 mil autuações contabilizadas, 28 mil ocorreram por excesso de velocidade. Quase 15 mil referem-se a irregularidades na área azul e estacionamento irregular, e 9.300 foram aplicadas por dirigir segurando o celular. A distribuição por gênero mostra que 63% das infrações foram cometidas por motoristas do sexo masculino e 37% por motoristas do sexo feminino.

Quanto à frota habilitada, os homens também são maioria: 256 mil condutores homens contra quase 201 mil mulheres habilitadas, o que sugere que, proporcionalmente, as condutoras registraram menos infrações.

Relatos do dia a dia e comportamento ao volante

Luciana Tavares Santiago, motorista de aplicativo com mais de 20 anos de carteira, relata cuidado constante na direção e diz ter recebido apenas uma multa ao longo da carreira. Ela afirma evitar passar no sinal amarelo e zela pelo uso do cinto por parte dos passageiros, especialmente crianças. Em sua avaliação, a única infração que recebeu decorreu de um breve momento de distração, com velocidade pouco acima do permitido.

Especialistas e implicações no mercado de trabalho

Para Melissandra Verusca Silva, psicóloga especialista em trânsito, o comportamento mais cauteloso das mulheres está relacionado a traços de perfil e à maior facilidade em realizar multifunções e manter a atenção dividida. Segundo a especialista, esse padrão se reflete também no mercado de trabalho: motoristas do sexo feminino podem representar menor risco e gerar menos prejuízos para empresas que empregam ou contratam transporte.

Melissandra ressalta que não se pode generalizar em 100%, mas que os indicadores merecem atenção por parte de empregadores e gestores de frotas ao elaborar políticas de seleção e treinamento.

O estudo do Detran, ao mapear infrações e perfis de condutores, aponta pontos que podem orientar ações de educação no trânsito, fiscalização e políticas de inclusão feminina ao volante.

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