Temperaturas neste inverno estão 2ºC acima do que registrado no inverno passado; número de queimadas também preocupa
O tempo na região permanece extremamente seco, Que o avanço do calor pode deixar o Brasil inabitável em 50 anos, sem previsão de mudanças significativas, o que agrava as condições para a ocorrência de incêndios florestais. Recentemente, uma grande área de cana-de-açúcar em Igarapava foi atingida por um incêndio, cuja fumaça chegou a invadir a cidade e comprometeu a visibilidade em um trecho da rodovia em Anguera. Bombeiros e caminhões de usinas locais foram acionados para combater as chamas.
A origem do incêndio ainda não foi confirmada, mas há suspeitas de que tenha sido provocado de forma criminosa. O vento forte contribuiu para a rápida propagação do fogo, aumentando a área devastada.
Condições meteorológicas e riscos de queimadas
A previsão do tempo indica que a umidade continuará baixa e o tempo seco deve persistir por vários dias consecutivos, mantendo o alerta para o risco elevado de queimadas na região. Segundo dados recentes, as temperaturas mínimas e máximas em julho deste ano estão quase 2 graus Celsius acima das registradas em julho do ano passado, evidenciando o aumento do calor.
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Impactos do aquecimento global no Brasil: Uma pesquisa recente divulgada pela NASA, agência espacial norte-americana, aponta que o Brasil pode se tornar inabitável em até 50 anos devido ao aumento das temperaturas extremas causadas pelo aquecimento global. O estudo utilizou imagens de satélites e indicadores térmicos específicos para analisar os efeitos do calor intenso sobre a habitabilidade das regiões brasileiras.
De acordo com o engenheiro ambiental Marília Servelle Rubio Vendrusculo, que analisou a divulgação da NASA, o aquecimento global pode impedir a evaporação da água da pele, eliminando a sensação de frescor e causando estresse térmico ao corpo humano. Ele destaca que, exceto a região Sul, praticamente todas as outras regiões do Brasil (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste) poderão se tornar inabitáveis se não houver mudanças significativas nos hábitos de consumo e nas ações para mitigar as mudanças climáticas.
Efeitos do calor extremo na saúde e no cotidiano: O calor intenso e a baixa umidade do ar têm causado diversos problemas de saúde, como tontura, dor de cabeça, boca e nariz ressecados, além do agravamento de doenças respiratórias como sinusite e rinite. Esses sintomas são reflexo direto do tempo seco que persiste há meses na região.
Especialistas reforçam a necessidade de cuidados redobrados com a hidratação e a proteção contra o calor, especialmente em períodos prolongados de seca. A escassez de água e as condições climáticas adversas exigem atenção constante da população e das autoridades para evitar maiores impactos na saúde pública e no meio ambiente.
Informações adicionais
O aumento das temperaturas e a persistência do tempo seco são fenômenos que refletem as mudanças climáticas globais. A continuidade desses padrões pode agravar ainda mais a frequência e a intensidade dos incêndios florestais, além de comprometer a qualidade de vida e a sustentabilidade ambiental na região. A adoção de medidas preventivas e políticas públicas eficazes é fundamental para enfrentar esses desafios.



