Quem traz os detalhes do levantamento é o pesquisador e professor Carlos Bueno Júnior na coluna ‘CBN Saúde e Bem-Estar’
Um estudo da USP revelou impactos negativos na saúde de mulheres inativas entre 50 e 70 anos durante a quarentena. Conversamos com o professor Carlos Bueno Junior, pesquisador da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (USP), para entender melhor a pesquisa.
Metodologia da Pesquisa
O estudo acompanhou mulheres inativas entre 50 e 70 anos, avaliando sua saúde antes e após 16 semanas de distanciamento social. A pesquisa buscou identificar os prejuízos à saúde dessas mulheres, mesmo sem infecção pelo vírus.
Resultados Preocupantes
Os resultados mostraram uma redução de 83% nos níveis de atividade física dessas mulheres. Isso se correlacionou com a diminuição da capacidade cardiorrespiratória e da força muscular. Além disso, houve um aumento de 19,2% nos triglicérides e de quase 40% nos níveis de insulina, elevando o risco de diabetes.
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Recomendações e Implicações para Políticas Públicas
O estudo destaca a importância da manutenção da atividade física, mesmo durante períodos de isolamento. O professor Bueno Junior sugere o uso de plataformas virtuais e a busca por atividades confortáveis para se manter ativo. Ele também enfatiza a necessidade de decisões governamentais baseadas em dados científicos, considerando os benefícios da atividade física em ambientes abertos com distanciamento social, para evitar problemas de saúde a longo prazo, como diabetes, obesidade e doenças mentais.



