Estudo feito com sementes de pepino mostrou que quando há essas partículas a absorção de nutrientes pela planta é maior
No programa Giro do Agro, com patrocínio da Co-percana e a apresentação de Julia Thres na CBN, pesquisadores brasileiros anunciaram um avanço promissor para a agricultura: o uso de nanopartículas pode melhorar a absorção de nutrientes pelas sementes, resultando em plantas mais vigorosas e alimentos com maior valor nutricional.
Equipe e instituições envolvidas
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Franca (Unifran), em parceria com o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA-USP). O coordenador da pesquisa, Eduardo Molina, professor do Programa de Pós-graduação em Ciências da Unifran, explicou que a escolha da cultura foi estratégica.
Metodologia e principais achados
Para testar a eficácia da tecnologia, o grupo utilizou sementes de pepino como modelo. Molina aponta que o pepino está entre as hortaliças mais cultivadas e serve frequentemente como referência em estudos agrícolas. Nos experimentos, as sementes tratadas com nanopartículas apresentaram melhor absorção dos nutrientes em nível celular quando comparadas às sementes submetidas apenas a soluções nutritivas convencionais.
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Segundo os pesquisadores, as nanopartículas penetram mais facilmente nos tecidos das sementes, promovendo maior desenvolvimento das raízes. Esse crescimento radicular ampliado permite um aproveitamento mais eficiente dos nutrientes presentes no solo, o que tende a gerar alimentos com composição nutricional superior.
Perspectivas para o setor
Os resultados apontam para aplicações práticas no campo, com potencial para aumentar a produtividade e a qualidade nutricional das culturas hortícolas. Ainda são necessários novos estudos para avaliar a segurança, a viabilidade econômica e os impactos ambientais da adoção em larga escala dessa tecnologia.
O Giro do Agro encerra a reportagem destacando que a pesquisa avança na interseção entre nanotecnologia e agricultura, e que os próximos passos incluem testes em outras culturas e análises de longo prazo sobre os efeitos das nanopartículas no sistema produtivo.