Pesquisa também concluiu que a vacinação pode restringir efetivamente a propagação do vírus
Um estudo realizado por pesquisadores chineses indica que os anticorpos contra o novo coronavírus podem persistir por até 12 meses em mais de 70% dos pacientes recuperados da Covid-19. A pesquisa, conduzida por uma subsidiária da farmacêutica estatal Sinopharm e pelo Centro Nacional de Pesquisa em Xangai, analisou amostras de plasma de 869 pessoas em Wuhan, epicentro do surto inicial da doença.
Análise da resposta imunológica
Foram coletadas cerca de 1.800 amostras de plasma, analisando-se a presença e quantidade de anticorpos que indicam a força da imunidade contra o vírus. Observou-se que, em nove meses, os níveis de anticorpos caíram para 64,3% em relação ao nível atingido após a infecção, estabilizando-se até o 12º mês. A resposta imunológica mostrou-se mais forte em homens nos estágios iniciais, mas a diferença diminuiu com o tempo, tornando-se praticamente igual após 12 meses. Indivíduos entre 18 e 55 anos apresentaram níveis mais elevados de anticorpos.
Vacinação e imunidade
O estudo também sugere que a vacinação pode restringir a propagação do novo coronavírus, promovendo uma resposta imunológica semelhante à gerada pelo contato com o vírus vivo. Segundo o Grupo Nacional de Biotecnologia da China, este é o estudo mais abrangente a verificar a duração da resposta imunológica em pacientes recuperados da Covid-19.
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Resultados e implicações
Os achados deste estudo fornecem informações valiosas sobre a imunidade a longo prazo após a infecção por Covid-19 e a eficácia das vacinas. A persistência dos anticorpos por um período considerável sugere uma proteção imunológica significativa, embora estudos adicionais sejam necessários para avaliar completamente a duração e a amplitude dessa proteção.



