Ouça a coluna ‘CBN Filhos e Companhia’, com Luciana Herrero
Um estudo recente da Universidade Federal de Pelotas revelou uma correlação notável entre o aleitamento materno na infância e o aumento da renda na vida adulta. A pediatra Luciana Herrero, colunista e orientadora familiar, compartilha informações valiosas sobre essa pesquisa e seus impactos.
Benefícios Comprovados do Aleitamento Materno
A pesquisa comparou crianças amamentadas por mais de um ano com aquelas amamentadas por menos de um mês. Os resultados indicaram que as crianças bem amamentadas apresentaram um Quociente de Inteligência (QI) quatro pontos maior, maior escolaridade (quase um ano a mais de estudo) e um nível de renda 33% superior na vida adulta. O estudo, publicado na renomada revista inglesa The Lancet, acompanhou 3.500 bebês desde a infância até os 30 anos, demonstrando que os benefícios da amamentação se estendem para além da primeira infância.
O que Torna o Leite Materno Tão Especial?
O leite materno é uma substância viva, única e insubstituível. As indústrias buscam reproduzir suas propriedades, mas sem sucesso. Ácidos graxos saturados, abundantes no leite humano, favorecem o desenvolvimento do sistema nervoso central. Além disso, o aleitamento materno fortalece o vínculo afetivo entre mãe e bebê, promovendo um desenvolvimento pleno nos aspectos neurológico, psicológico e motor.
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Dicas para Mães que Não Podem Amamentar
Embora o aleitamento materno seja o padrão ouro, algumas mães enfrentam desafios ou optam por não amamentar. Para essas mães, Luciana Herrero oferece três dicas importantes: ao oferecer a mamadeira, posicione o bebê de forma aconchegante, como se estivesse amamentando, mantendo contato visual e conversando com ele. Troque o bebê de lado a cada mamada, estimulando ambos os lados do corpo. E, por fim, compense a ausência do leite materno com outras formas de afeto, como contato pele a pele, banhos relaxantes e o uso de slings.
Os benefícios do aleitamento materno se estendem por toda a vida, e o apoio à amamentação é uma responsabilidade de todos. Estudos mostram que o apoio paterno aumenta em 50% as chances de sucesso na amamentação. A ciência comprova o que os pediatras já observam na prática: quem mama se desenvolve melhor.



