Segundo o levantamento, 98% das residências do município têm acesso à coleta e ao tratamento do esgoto
O Atlas do Esgoto, produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA), apresenta um retrato preocupante do saneamento básico no Brasil. Apenas 43% da população tem acesso à coleta e tratamento de esgoto, enquanto 27% não possuem nenhum dos dois serviços.
Cenário em São Paulo e Ribeirão Preto
Em São Paulo, a situação é mais favorável, com 64% da população (40,5 milhões de pessoas) tendo acesso ao serviço completo de coleta e tratamento de esgoto, o que coloca o estado em primeiro lugar no país, empatado com o Paraná. Ribeirão Preto se destaca ainda mais, com 98% de sua população atendida pela coleta e tratamento de esgoto, e apenas 2% com coleta, mas sem tratamento. Segundo Sérgio Airi Moraes, superintendente de planejamento da ANA, poucos municípios brasileiros apresentam índices tão positivos quanto Ribeirão Preto.
Desafios e Soluções
Moraes destaca que o tamanho da cidade não é um impeditivo para a excelência em saneamento. Cidades como Campinas e Uberaba também apresentam bons resultados, demonstrando que a eficiência não está atrelada apenas ao porte urbano. O problema, segundo ele, é multifatorial, envolvendo o histórico de investimentos em saneamento no país, que priorizou o abastecimento de água, e a falta de recursos financeiros em diversas regiões. Ribeirão Preto, com suas duas estações de tratamento (Caisara e Ribeirão), que apresentam eficiência acima de 96%, demonstra a viabilidade de soluções eficazes mesmo em cidades de porte médio.
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A cidade utiliza a água do Aquífero Guarani, o que, segundo Sérgio, aumenta a responsabilidade pela devolução de água de qualidade aos corpos hídricos. O Atlas do Esgoto, com dados detalhados de todos os municípios brasileiros, será lançado oficialmente no site da ANA (ana.gov.br).



