Falta de atualização da carteirinha vacinal faz com que doenças, consideradas erradicadas, voltem a aparecer
Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal em adultos brasileiros apresenta preocupantes lacunas. A pesquisa revelou que pouco mais de 21% das pessoas entre 40 e 49 anos foram vacinadas contra a Hepatite B. Ainda mais preocupante é a baixa adesão à vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), com apenas 33,6% de cobertura na faixa etária de 55 a 59 anos.
Baixa adesão à vacinação em adultos
Outro dado alarmante diz respeito à vacina contra difteria, tétano e coqueluche. O Ministério da Saúde indica que metade das mulheres em idade fértil não recebeu as doses necessárias. A infectologista Susie Berberty explica que a baixa adesão se deve, em grande parte, à crença de que as vacinas são destinadas apenas à infância. Essa percepção equivocada contribui para o retorno de doenças antes controladas, como ilustrado pela recente volta da febre amarela e do sarampo.
Consequências da baixa imunização
O ressurgimento de doenças como o sarampo, em grande parte devido à baixa imunização em adultos jovens, destaca a urgência da vacinação em todas as faixas etárias. A experiência de Luciana Pahela Lima, uma dona de casa de 48 anos que não localiza sua carteira de vacinação, reflete a realidade de muitas pessoas. Apesar da ausência de registro de suas próprias vacinas, ela mantém as carteiras de vacinação de suas filhas em dia, demonstrando a necessidade de conscientização e acesso à informação sobre a importância da imunização em todas as etapas da vida.
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A importância da atualização vacinal
A orientação do Ministério da Saúde para aqueles que não encontram suas carteiras de vacinação é procurar os postos de saúde para atualizar seu esquema vacinal. A prevenção de doenças por meio da vacinação é fundamental para a saúde pública, e a conscientização da população sobre a importância da vacinação em todas as fases da vida é crucial para evitar o retorno e a disseminação de doenças infecciosas.



