Em Ribeirão Preto o risco é grande já que a frota de coletivo está reduzida e algumas linhas circulam lotadas
Nesta sexta-feira, feriado em Ribeirão Preto, a repórter Michel e Souza acompanhou a movimentação na cidade e abordou a questão do transporte público e os riscos de contaminação por coronavírus.
Riscos da contaminação em ônibus
Uma pesquisa internacional realizada na China por pesquisadores americanos apontou que uma pessoa infectada com coronavírus em um ônibus com ar-condicionado em modo recirculação pode transmitir o vírus para mais de 20 pessoas. Em Ribeirão Preto, embora os ônibus não possuam ar-condicionado, a falta de ventilação adequada e o uso incorreto de máscaras também aumentam o risco de contágio.
Superlotação e medidas de segurança
O coordenador do SEST/SENAT, Frederico Alves, destaca a importância da conscientização dos passageiros quanto ao distanciamento social e a evitar aglomerações. A frota de ônibus em Ribeirão Preto está reduzida por decisão judicial, causando superlotação, principalmente nos horários de pico. O infectologista Lissis Strogoffi afirma que essa situação aumenta significativamente o risco de contaminação. Ele defende a necessidade de aumentar o número de ônibus nos horários de pico para garantir o transporte seguro dos trabalhadores.
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A realidade dos trabalhadores
A reportagem entrevistou Dona Josefina, diarista de 61 anos, que mesmo no feriado precisou trabalhar. Ela relata sua preocupação com a saúde do seu empregador, que estava doente, mas destaca a necessidade de ir trabalhar para retribuir a ajuda que recebeu dele no passado. Sua situação reflete a realidade de muitos trabalhadores que utilizam o transporte público em condições de superlotação, expondo-se ao risco de contaminação.
A Transep, empresa de ônibus de Ribeirão Preto, informou que a redução do comércio contribuiu para a diminuição do número de passageiros, e que a justiça decidiu manter a redução da frota. A situação demonstra a complexidade do problema, que envolve saúde pública, transporte e as necessidades dos trabalhadores em uma cidade com transporte público lotado em horários de pico.



