Substância pode ser uma importante ferramenta contra o câncer no cérebro
Um estudo recente publicado em revista científica americana revelou uma descoberta promissora no combate ao glioblastoma, o tumor cerebral maligno mais comum. Pesquisadores testaram o vírus Zika em células de glioblastoma, obtendo resultados animadores.
Vírus Zika e Glioblastoma: Uma Nova Abordagem
O glioblastoma, um tumor cerebral de grau 4, apresenta desafios significativos para o tratamento devido à barreira hematoencefálica, que protege o sistema nervoso central, e à necessidade de doses baixas de medicamentos para evitar danos ao tecido saudável. O neurologista Luiz Bellini explica a classificação dos gliomas, com o glioblastoma sendo o tipo mais agressivo.
Resultados Promissores da Pesquisa
Em menos de 24 horas, o vírus Zika eliminou metade das células cancerígenas em testes in vitro. A pesquisadora Estela de Oliveira Lima destaca que, apesar da rápida proliferação do vírus em recém-nascidos e sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, ele atinge apenas as células cancerígenas, poupando o tecido cerebral saudável. Essa especificidade é crucial, pois as células cancerosas se proliferam de forma descontrolada, ao contrário das células saudáveis. A alta taxa de proliferação das células de bebês, semelhante à das células cancerosas, explica essa seletividade.
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Digoxina: Uma Substância-Chave
O estudo demonstrou que a interação entre o vírus Zika e as células cancerígenas produz digoxina, uma substância já utilizada no tratamento de doenças cardíacas. O professor Rodrigo Catarino afirma que essa nova aplicação da digoxina no combate a tumores cerebrais é pioneira. A pesquisa também observou um aumento considerável na quantidade de digoxina após a infecção das células cancerígenas pelo vírus Zika. Essa descoberta abre caminho para novas estratégias de tratamento para o glioblastoma, oferecendo uma esperança para pacientes com esse tipo de câncer agressivo.



