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Pesquisa aponta usuários da Steam já gastaram 19 bilhões em jogos que nunca jogaram

Dados levam em consideração somente os valores disponíveis em contas públicas; Nicholas Bocchi comenta sobre os números
jogos não jogados
Dados levam em consideração somente os valores disponíveis em contas públicas; Nicholas Bocchi comenta sobre os números

Dados levam em consideração somente os valores disponíveis em contas públicas; Nicholas Bocchi comenta sobre os números

Boa tarde, ouvintes! Hoje vamos abordar dois temas interessantes do mundo dos games: o dinheiro gasto em jogos nunca jogados e a monetização predatória.

19 bilhões de dólares em jogos na Steam nunca jogados

Uma pesquisa recente revelou que 19 bilhões de dólares foram gastos em jogos na plataforma Steam que nunca foram jogados. Essa estimativa considera apenas as contas públicas, onde é possível verificar a biblioteca e o tempo de jogo. A margem de erro é considerável, pois não leva em conta promoções e jogos gratuitos. Muitos jogadores compram jogos em promoção com a intenção de jogar mais tarde, mas acabam deixando-os de lado. Essa situação é semelhante a outras manias de consumo, como assinar serviços de streaming sem assistir ou comprar roupas que nunca são usadas.

A expansão de Elden Ring: sucesso de vendas apesar da dificuldade

A expansão de Elden Ring, “Shadow of the Erdtree”, foi lançada e já é considerada a mais bem avaliada de todos os tempos pelo Metacritic. Apesar do jogo base ser conhecido por sua alta dificuldade, o que pode impedir alguns jogadores de completá-lo, as vendas da expansão foram excelentes. Inclusive, um hotfix foi lançado para facilitar alguns aspectos do jogo, atendendo às reclamações dos jogadores.

Monetização predatória em jogos: um alerta

Outra pesquisa chama atenção para as práticas de monetização predatória em jogos, especialmente em jogos para dispositivos móveis. Algumas empresas utilizam algoritmos para personalizar a dificuldade e a jogabilidade, forçando os jogadores a gastarem mais dinheiro. O Brasil, com a publicação do Marco Legal dos Games em maio de 2024, já demonstra preocupação com essa questão, exigindo a exposição das microtransações na classificação indicativa dos jogos. A tendência é que haja uma maior regulamentação e, quem sabe, até a proibição desse tipo de monetização.

Enfim, o mercado de games apresenta facetas complexas, desde hábitos de consumo até questões éticas sobre monetização. Acompanharemos os desdobramentos dessas discussões e traremos mais informações em breve.

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