Confira a coluna Saúde, com o médico Fernando Nobre
Uma pesquisa realizada em Ribeirão Preto em 2009, Pesquisa avalia conhecimento de riscos de, patrocinada pela Funcor, fundação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, avaliou o conhecimento da população local sobre fatores de risco para doenças cardiovasculares. O estudo contou com uma amostra significativa, abrangendo aproximadamente 600 domicílios e representando cerca de 360 mil pessoas.
O objetivo principal da pesquisa foi identificar quais fatores a população reconhecia como responsáveis pelo aumento do risco de infarto e derrame cerebral. Os resultados indicaram um baixo nível de conhecimento sobre os principais fatores de risco.
Principais fatores de risco reconhecidos pela população
- Tabagismo: apontado por 31% dos entrevistados;
- Sedentarismo: citado por 26%;
- Obesidade e sobrepeso: mencionados por 19%;
- Estresse, depressão e alcoolismo: indicados por 18%;
- Hipertensão arterial: reconhecida por apenas 17%;
- Colesterol alto: referido por 14%;
- Diabetes: apontado por apenas 7%;
- Alimentação geral: mencionada por 14%;
- Drogas e fatores genéticos: cerca de 2%.
Além disso, 14% dos entrevistados não souberam indicar nenhum fator de risco para infarto ou derrame cerebral.
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Implicações para a saúde pública: Os dados evidenciam a necessidade de ações de esclarecimento e educação em saúde pública para aumentar o conhecimento da população sobre os fatores que contribuem para as doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte no Brasil. Entre essas doenças, o infarto e o derrame cerebral são as condições clínicas mais relevantes.
Prevenção como estratégia fundamental: Segundo os responsáveis pela pesquisa, a prevenção é o fator determinante para reduzir a incidência dessas doenças. Para isso, é essencial que a população tenha conhecimento claro sobre os fatores de risco e adote medidas para evitá-los.
Importante considerar
Este estudo foi posteriormente realizado em âmbito nacional, reforçando a importância de políticas públicas focadas na educação e prevenção das doenças cardiovasculares. O envolvimento de sociedades médicas, ministérios e órgãos de saúde é fundamental para implementar estratégias eficazes de combate a esses problemas.



