Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
Uma pesquisa conduzida pelo Hemocentro de Ribeirão Preto e pela Faculdade de Medicina da USP investiga uma possível causa para resultados modestos em terapias com células-tronco para diabetes tipo 1. O estudo foca na hipótese de que o sistema imunológico dos pacientes pode ter rejeitado as células-tronco mesenquimais, mesmo consideradas antes como imunes à rejeição.
O Potencial das Células-Tronco Mesenquimais
As células mesenquimais, retiradas da medula óssea de doadores saudáveis, possuem propriedades notáveis. Após serem injetadas na corrente sanguínea, elas migram para áreas inflamadas do corpo, como o pâncreas em pacientes com diabetes tipo 1. Lá, elas atuam controlando a inflamação e interagindo com o sistema imunológico, com o objetivo de proteger as células pancreáticas produtoras de insulina.
Por que os Resultados Não Foram Tão Positivos?
Apesar do potencial promissor, os resultados obtidos em Ribeirão Preto não foram tão expressivos quanto o esperado, contrastando com relatos de sucesso em outros centros de pesquisa ao redor do mundo. A equipe atrásra investiga se a rejeição das células-tronco pelo organismo receptor pode ser a chave para entender essa disparidade.
Investigando a Rejeição Imunológica
A pesquisa atual busca identificar se os pacientes diabéticos que receberam as células-tronco desenvolveram anticorpos contra as células doadas. Essa investigação poderá fornecer informações cruciais sobre os mecanismos de rejeição e abrir caminho para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes para o tratamento do diabetes tipo 1 com células-tronco.
O estudo busca compreender as nuances da resposta imunológica às células-tronco, visando otimizar futuras abordagens terapêuticas.



