Principal motivo de discrepância foi a pandemia da Covid-19; 5,8 milhões de alunos da rede pública não tinha acesso à internet
Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica revelou disparidades significativas no aprendizado entre alunos da rede pública e privada no Brasil. A pandemia de Covid-19 agravou ainda mais essa diferença, impactando principalmente os estudantes da rede pública.
Desigualdade Exposta pela Pandemia
A pesquisa apontou que, dos 6 milhões de estudantes sem acesso à internet durante a pandemia, 5,8 milhões eram da rede pública. Além disso, apenas 42% das escolas ofereceram aulas ao vivo com interação, sendo que 69% dessas escolas eram particulares. Essa falta de acesso e de recursos pedagógicos digitais contribuiu para o aumento da defasagem no aprendizado.
Iniciativas para Reduzir a Lacuna
Em resposta a essa problemática, diversos programas foram criados para auxiliar os alunos da rede pública em sua preparação para o ENEM e outros vestibulares. Um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados, por exemplo, prevê um programa de estudos complementares para alunos do último ano do ensino médio. A Secretaria de Educação também tem estimulado o uso de plataformas digitais, como a plataforma de redação recém-implantada em São Paulo, que oferece conteúdo específico para o ENEM.
O Caminho para a Equidade
Apesar dos desafios, iniciativas como essas demonstram um esforço para reduzir as desigualdades no acesso à educação de qualidade. A disponibilização de recursos tecnológicos e programas de apoio pedagógico são passos importantes para garantir que todos os alunos tenham oportunidades iguais de sucesso nos vestibulares e na vida acadêmica. O investimento contínuo em educação pública e a busca por soluções inovadoras são cruciais para superar as lacunas expostas pela pandemia e construir um futuro mais justo e equitativo para todos os estudantes brasileiros.



