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Pesquisa comprova que canabidiol tem efeitos positivos para portadores de mal de Parkinson

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
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Uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto indica que o canabidiol (CBD), substância presente na Cannabis sativa, pode trazer benefícios para a saúde de pacientes com Mal de Parkinson. O estudo, coordenado pelo professor José Alexandre Crippa da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, avaliou os efeitos do CBD em um grupo de pacientes.

Metodologia e Resultados do Estudo

O estudo envolveu 21 pacientes com Doença de Parkinson, divididos em três grupos. Um grupo recebeu 300mg de CBD, outro 75mg, e o terceiro um placebo (farinha). Ao longo de seis semanas, os pacientes foram monitorados. Os resultados mostraram que nenhum dos pacientes apresentou efeitos adversos decorrentes do uso do CBD. Além disso, o grupo que recebeu a dose de 300mg apresentou melhoras significativas em termos de ansiedade, bem-estar geral, qualidade de vida e interação social, além de uma percepção de melhora da doença de Parkinson.

O Canabidiol e a Maconha: Entendendo a Diferença

Uma preocupação comum é a associação do CBD com a maconha, já que ambos derivam da Cannabis. No entanto, é crucial entender que a maconha possui mais de 480 substâncias, sendo o Delta 9-tetrahidrocanabinol (THC) o responsável pelos efeitos psicoativos. O CBD, por sua vez, não possui esses efeitos, sendo um componente isolado. Enquanto a maconha pode trazer malefícios, especialmente para adolescentes, aumentando o risco de transtornos psiquiátricos e dependência, o CBD demonstra ter efeitos benéficos, antagonizando os efeitos do THC.

Implicações para a Regulamentação do Canabidiol

Os resultados do estudo levantam questões sobre a regulamentação do CBD pela Anvisa. Atualmente, o CBD é classificado como substância ilícita, o que dificulta o acesso para pacientes que poderiam se beneficiar. A proposta é que o CBD seja reclassificado como medicação de controles especiais, o que facilitaria o uso compassivo em casos onde outras formas de tratamento não são eficazes. Embora o registro do CBD como medicamento exija estudos multicêntricos de longo prazo, a reclassificação é um passo importante para garantir o acesso de pacientes a essa substância promissora.

Os resultados da pesquisa abrem novas perspectivas para o tratamento do Mal de Parkinson, oferecendo uma alternativa terapêutica promissora para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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