Dimas Facioli destaca alto custo de financiamento e deficiências na educação como principais fatores para posição brasileira
Neste feriado de 21 de abril, a CBN discutiu a produtividade brasileira e sua posição em relação a outros 17 países com economias e inserção internacional similares. Um estudo recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) analisou diversos fatores, resultando em um ranking de competitividade industrial.
Ranking de Competitividade Industrial: Brasil em 18º lugar
Países Baixos liderou o ranking com 3.41 pontos, enquanto o Brasil obteve a menor nota, com 3.6 pontos. O alto custo de financiamento (taxa Selic de 14,25% ao ano) e as deficiências na educação foram apontados como os principais fatores que prejudicaram a classificação brasileira.
Fatores Negativos e Positivos para o Brasil
O estudo analisou oito fatores e mais de 20 subfatores, incluindo ambiente de negócios, econômico, baixo carbono, comércio, desenvolvimento humano e trabalho, inovação e infraestrutura. O Brasil teve o pior desempenho em ambiente econômico (principalmente devido ao sistema tributário e financiamento), educação (baseado em dados do Pisa e investimento governamental) e desenvolvimento humano e trabalho (com destaque para a baixa diversidade, equidade e inclusão).
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Apesar dos pontos negativos, o Brasil se destacou positivamente em baixo carbono e recursos naturais (12º lugar), beneficiando-se de um bom desempenho em descarbonização e uso de energia renovável. Também obteve uma posição razoável em ambiente de negócios (13º lugar).
Perspectivas e Conclusões
A baixa classificação do Brasil no ranking de competitividade industrial destaca a necessidade de investimentos em educação, melhorias no ambiente econômico e maior foco em diversidade, equidade e inclusão. Acompanhar esses indicadores é crucial para entender o ritmo de crescimento da indústria, os processos de contratação e as demandas por profissionais qualificados. Ações governamentais e iniciativas da indústria são fundamentais para melhorar a situação e impulsionar o crescimento econômico e a geração de empregos.