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Pesquisa da Fiocruz aponta que não vacinados têm 20 vezes mais chance de internação por Covid-19

Boletim Infogripe aponta um aumento de 135% nos casos de síndrome respiratória aguda grave; Rodrigo Stabeli analisa os dados
vacinação covid-19
Boletim Infogripe aponta um aumento de 135% nos casos de síndrome respiratória aguda grave; Rodrigo Stabeli analisa os dados

Boletim Infogripe aponta um aumento de 135% nos casos de síndrome respiratória aguda grave; Rodrigo Stabeli analisa os dados

Um novo boletim da Fiocruz apontou um aumento alarmante de 135% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre novembro e janeiro. O pesquisador Rodrigo Stábeli, da Fiocruz, analisou os dados e trouxe importantes informações sobre a situação.

Impacto da Vacinação

De acordo com Stábeli, a análise dos dados de internação e óbitos revelou que todas as faixas etárias não vacinadas foram afetadas. Pessoas sem vacinação apresentaram 20 vezes mais chances de internação. Em contrapartida, aqueles que receberam o reforço vacinal tiveram uma proteção significativa contra internações, principalmente na faixa etária de 0 a 36 anos. Mesmo em idosos (acima de 89 anos), com sistemas imunológicos naturalmente mais frágeis, a vacinação demonstrou reduzir o risco de internação, embora ainda tenha sido observada uma taxa de internação, inferior à dos vacinados.

A Importância da Vacinação Infantil e os Autotestes

A discussão sobre a vacinação infantil contra a Covid-19 ganhou força com o retorno às aulas. Stábeli destacou a importância da vacina Coronavac, apontando dados do Chile que mostraram sua eficácia na redução de internações em crianças de 3 a 11 anos. Ele alertou para o aumento significativo de internações de crianças de 0 a 7 anos em países sem ampla cobertura vacinal, como observado na Inglaterra. A falta de agilidade do Ministério da Saúde em adquirir doses suficientes da vacina, inclusive a Pfizer, foi criticada. Outro ponto levantado foi a demora na aprovação de autotestes pela Anvisa, devido à apresentação de documentos desatualizados pelo Ministério da Saúde, que não consideravam a variante Ômicron. A falta de autotestes dificulta o monitoramento da pandemia e o controle da sua disseminação.

A falta de acesso a testes rápidos e a lentidão na aprovação de autotestes, aliada à falta de uma política pública eficaz de vacinação, demonstra uma falha na gestão da pandemia no Brasil. A capacidade da Fiocruz de produzir testes de antígeno está subutilizada, o que demonstra uma falta de planejamento e de priorização da saúde pública. A situação atual exige uma ação mais efetiva do governo para conter a propagação do vírus e proteger a população, principalmente as crianças. A ciência demonstrou sua eficácia, e atrásra é preciso que as políticas públicas acompanhem esse avanço.

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