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Pesquisa da Fiocruz aponta que três a cada quatro brasileiros terão excesso de peso até 2044

Obesidade é responsável por uma série de outros problemas de saúde, relacionados ao sistema cardiovascular, renal e outros
Que três a cada quatro brasileiros
Obesidade é responsável por uma série de outros problemas de saúde, relacionados ao sistema cardiovascular, renal e outros

Obesidade é responsável por uma série de outros problemas de saúde, relacionados ao sistema cardiovascular, renal e outros

Uma pesquisa recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que, Que três a cada quatro brasileiros terão excesso de peso até 2044, até 2044, cerca de 75% da população adulta brasileira estará com excesso de peso, o que corresponde a aproximadamente 130 milhões de pessoas. Destas, 47 milhões terão obesidade, enquanto 83 milhões estarão com sobrepeso. O estudo também estima que haverá 10,9 milhões de novos casos de doenças crônicas associadas ao excesso de peso e um aumento de 1,2 milhão de mortes relacionadas a essas condições.

Projeções alarmantes para a saúde pública

O levantamento, apresentado durante o International Congress of Obesity em junho de 2023, revela uma tendência preocupante de crescimento acelerado do sobrepeso e da obesidade no Brasil. Entre 2006 e 2019, a parcela da população adulta com essas condições dobrou, chegando a 20,3%. A Fiocruz utilizou dados do Global Burden of Disease e da vigilância epidemiológica Vigitel para realizar as projeções até 2044.

Impacto nas doenças crônicas: O estudo avaliou o impacto do índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 25 kg/m² sobre cinco doenças crônicas principais: diabetes, doenças renais crônicas, doenças cardiovasculares, cirrose e tumores. Estima-se que, até 2044, haverá 5,5 milhões de diagnósticos de diabetes, 2,7 milhões de casos de doença renal crônica, mais de 2 milhões de doenças cardiovasculares, 292 mil casos de cirrose e mais de 120 mil de tumores relacionados ao excesso de peso. As doenças cardiovasculares deverão ser a principal causa de óbitos nesse grupo.

Recomendações para prevenção e tratamento: A doutora Cintia Valério, diretora de Dislipidemia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, destaca a necessidade de aprimorar as formas de diagnóstico e tratamento da obesidade. Segundo ela, é fundamental ir além do IMC, considerando a intensidade, o estadiamento e as complicações da obesidade para definir prioridades terapêuticas.

O líder do estudo, doutor Eduardo Nilsson, vinculado ao programa de alimentação, nutrição e cultura da Fiocruz em Brasília, ressalta que o aumento das taxas de excesso de peso nunca foi freado, apesar de já ser esperado. Ele enfatiza a importância da prevenção secundária, com ações coordenadas entre médicos, associações médicas e órgãos governamentais para conter a progressão da obesidade e suas comorbidades.

Informações adicionais

Os pesquisadores pretendem ampliar as projeções até 2060 e analisar a tendência de excesso de peso em outras faixas etárias. O objetivo é fornecer dados que possam subsidiar a formulação de políticas públicas e intervenções eficazes para evitar que o cenário projetado se concretize de forma tão dramática. Além do impacto na saúde da população, o aumento da obesidade deve gerar uma pressão econômica significativa sobre o sistema de saúde brasileiro.

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