Equipamentos conseguem detectar produtos que não são identificados no controle de qualidade
Nos últimos anos, o aumento de casos de adulteração de leite tem chamado a atenção. Uma pesquisa da Unicamp identificou a presença de substâncias nocivas à saúde em quantidades tão pequenas que escapam aos métodos tradicionais de fiscalização.
Substâncias nocivas no leite
Entre as substâncias encontradas, estão o formaldeído, usado para aumentar a durabilidade do produto, e outras como água oxigenada, soda cáustica e água sanitária. A quantidade dessas substâncias é mínima, mas suficiente para comprometer a saúde do consumidor e driblar os equipamentos de fiscalização atuais.
Tecnologia para detecção precisa
Após um ano e meio de pesquisa, a equipe da Unicamp desenvolveu uma nova tecnologia capaz de detectar até as menores porções dessas substâncias proibidas. De acordo com os pesquisadores, as técnicas clássicas utilizadas pelas empresas e órgãos reguladores se mostraram ineficientes em comparação com a nova tecnologia proposta.
Impactos na saúde e necessidade de fiscalização
O médico-nutrólogo Edson Credidio destaca a importância do leite puro para a saúde, alertando para os sintomas como rinite, vômitos e outros males que podem ser causados pelo consumo de leite adulterado. A pesquisa ressalta a urgência de uma fiscalização mais rigorosa e punições mais severas para garantir a segurança alimentar da população. A pesquisa será apresentada à vigilância sanitária para aprimoramento dos procedimentos de fiscalização.



