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Pesquisa da USP aponta alto risco de contaminação e sugere adiamento das aulas presenciais

Departamento de Biologia diz que números atuais colocam Ribeirão Preto na fase vermelha dos protocolos internacionais
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Departamento de Biologia diz que números atuais colocam Ribeirão Preto na fase vermelha dos protocolos internacionais

Departamento de Biologia diz que números atuais colocam Ribeirão Preto na fase vermelha dos protocolos internacionais

Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto elaboraram um documento com recomendações para a Secretaria da Educação do município sobre o retorno seguro às aulas presenciais. A prefeitura ainda não definiu uma posição definitiva, apesar do governo estadual já ter autorizado a volta às atividades presenciais. Para discutir o assunto, conversamos com o professor Dalton de Souza Amorim, do departamento de Biologia da USP de Ribeirão Preto.

Recomendações para o Retorno às Aulas

O documento, resultado do trabalho do Comitê Interssetorial criado pela Secretaria Municipal de Educação, foi elaborado com base em dados locais e protocolos internacionais. Analisando os dados de Ribeirão Preto, o estudo indica que a taxa de novos casos por dia (25 casos por 100 mil habitantes, considerando apenas os sintomáticos) já ultrapassa os limites considerados seguros para a reabertura das escolas, segundo os protocolos internacionais. Considerando também os casos assintomáticos (estimados em 5,6 vezes o número de casos sintomáticos), a taxa se eleva significativamente, reforçando a necessidade de cautela.

Taxa de Transmissão Segura e Soluções Propostas

Protocolos internacionais mais restritivos recomendam uma taxa de até um novo caso por dia para cada 100 mil habitantes. Estudos com menor grau de restrição apontam para uma taxa de até 10 casos por dia, porém, com a condição de testagem em massa da população, o que não é a realidade do Brasil. Diante disso, o comitê propõe três cenários para um retorno seguro: vacinação em massa, uma taxa de infecção inferior a 10 casos por 100 mil habitantes (incluindo assintomáticos) ou a implementação de testes em larga escala nas escolas.

Testes de Saliva como Alternativa Viável

Como alternativa à testagem em massa, o comitê sugere a utilização de testes de saliva, que são mais baratos e menos invasivos que os testes tradicionais. Esses testes permitem um monitoramento contínuo da situação nas escolas, permitindo o fechamento apenas de salas ou turmas com casos positivos, sem a necessidade de fechar toda a escola. Essa estratégia visa garantir a segurança dos alunos e professores, minimizando os riscos de transmissão da COVID-19 e permitindo o funcionamento contínuo das aulas presenciais. A decisão final sobre o retorno às aulas caberá à Secretaria da Educação, que deve levar em consideração as recomendações do comitê.

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