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Pesquisa da USP aponta aumento de substância com potencial cancerígeno no ar de Ribeirão Preto

Professora da USP, Lúcia de Arruda Campos, explica a relação da poluição com as queimadas e os riscos à saúde
substância cancerígena no ar
Professora da USP, Lúcia de Arruda Campos, explica a relação da poluição com as queimadas e os riscos à saúde

Professora da USP, Lúcia de Arruda Campos, explica a relação da poluição com as queimadas e os riscos à saúde

Uma análise da USP em Ribeirão Preto revelou altos níveis de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) na atmosfera, decorrentes de queimadas. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) registrou a pior qualidade do ar em 70 anos na cidade.

O que são HPAs e seus riscos?

Segundo a professora Maria Lúcia de Arruda Campos, especialista em Química Ambiental da USP de Ribeirão Preto, os HPAs são componentes químicos presentes em partículas encontradas no ar, muitas das quais têm potencial cancerígeno. Inalar essas partículas aumenta o risco de desenvolver câncer, sendo o tempo de exposição um fator determinante. Pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos e indivíduos com doenças pulmonares, são mais afetadas.

Análise da qualidade do ar e impactos

A coleta de material particulado se dá através de um instrumento semelhante a um aspirador de pó com filtro, que captura as partículas presentes na atmosfera. Após a coleta, o material é analisado em laboratório para determinar a concentração de HPAs. A professora Campos explica que a principal fonte desses HPAs em Ribeirão Preto é a queima de vegetação, embora a queima de combustíveis fósseis também contribua. Os impactos à saúde incluem inflamação das vias respiratórias, tosse e broncoespasmos. Ambientalmente, as queimadas causam perda de biodiversidade, redução de recursos hídricos e agravamento da crise ambiental.

Melhorias na qualidade do ar

Para melhorar a qualidade do ar, a professora destaca a necessidade de educação ambiental, campanhas de conscientização contra queimadas e incêndios acidentais, além de mecanismos de combate rápido e eficiente a incêndios. A USP já realiza novas coletas de material particulado para análises, inclusive estudando a toxicidade dos compostos em células do fígado.

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