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Pesquisa da USP aponta má qualidade no ensino infantil em áreas periféricas

As instituições instaladas em áreas mais pobres se preocupam mais com assistência social do quem com a qualidade pedagógica
ensino infantil periférico
As instituições instaladas em áreas mais pobres se preocupam mais com assistência social do quem com a qualidade pedagógica

As instituições instaladas em áreas mais pobres se preocupam mais com assistência social do quem com a qualidade pedagógica

Uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto revelou que a qualidade do ensino infantil no Brasil não tem apresentado avanços significativos. A pesquisa aponta baixos investimentos e o excesso de alunos por professor como principais entraves.

Desigualdade no acesso à educação de qualidade

O estudo destaca uma grande disparidade entre crianças de famílias com diferentes condições socioeconômicas. Crianças de baixa renda que frequentam creches e pré-escolas apresentam o mesmo desempenho de crianças que não tiveram acesso à educação infantil ao chegarem ao quinto ano. Segundo o economista Daniel Domingos dos Santos (USP), as creches parecem gerar benefícios distintos para ricos e pobres, com as crianças de famílias mais abastadas obtendo melhores resultados.

Fatores que influenciam a qualidade do ensino infantil

A pesquisa indica que alguns fatores contribuem para um ensino infantil de melhor qualidade: redução do número de alunos por sala, disponibilidade de brinquedos adequados, professores capacitados e uma boa relação professor-aluno. A pesquisa também aponta que as creches, historicamente focadas na assistência social, muitas vezes negligenciam o aspecto pedagógico, enquanto as pré-escolas apresentam um cenário menos crítico em termos de qualidade.

A necessidade de investimentos e políticas públicas eficazes

A falta de professores, vagas insuficientes em creches e pré-escolas e a subfinanciamento da educação infantil são apontados como graves problemas. A especialista em educação Bianca Correa ressalta a necessidade de maior participação do Estado e da União, com investimentos financeiros para garantir a qualidade do ensino. O Plano Nacional de Educação (PNE), embora aprovado em 2014, não tem sido cumprido, resultando em retrocessos na educação infantil. Em Ribeirão Preto, por exemplo, mais de 4 mil crianças aguardam por vagas em creches. Apesar de a prefeitura anunciar a criação de novas vagas, a questão da qualidade do ensino e a superlotação das salas de aula continuam sendo desafios a serem enfrentados. A pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas efetivas para garantir o direito à educação de qualidade para todas as crianças, impactando positivamente seu desenvolvimento social e futuro profissional.

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