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Pesquisa da USP aponta que as mulheres são mais resistentes ao contágio pela Covid-19 do que os homens

Quem nos apresenta o levantamento é a Heloisa Zaruh na coluna 'CBN Mulher'
mulheres covid-19
Quem nos apresenta o levantamento é a Heloisa Zaruh na coluna 'CBN Mulher'

Quem nos apresenta o levantamento é a Heloisa Zaruh na coluna ‘CBN Mulher’

Mulheres e a Covid-19: Uma Resistência Intrigante

Recentes pesquisas científicas têm demonstrado um dado surpreendente: as mulheres parecem apresentar maior resistência à infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 em comparação aos homens. Um estudo realizado pela USP, por exemplo, analisou 83 casais, onde um dos parceiros apresentou sintomas de Covid-19 e o outro não. O resultado apontou um número significativamente maior de mulheres assintomáticas (54) em relação aos homens (29).

Fatores Biológicos e Comportamentais

Essa maior resistência feminina não se limita apenas aos números da pesquisa da USP. Outro estudo, que analisou a carga viral na saliva de homens e mulheres infectados, revelou que os homens apresentam uma carga viral até dez vezes maior. Isso, aliado ao fato de a Covid-19 ser transmitida por gotículas de saliva, ajuda a explicar a maior taxa de transmissão entre os homens. Além dos fatores biológicos, como a influência hormonal, há também a questão comportamental. Estudos sugerem que as mulheres, em geral, tendem a adotar medidas preventivas mais rigorosas, contribuindo para a menor taxa de infecção.

Transmissão e Implicações Futuras

A pesquisa da USP também investigou a direção da transmissão dentro dos casais. Em 943 casos, o homem foi o primeiro a apresentar a doença e a transmiti-la para a mulher, ou foi o único infectado no casal. Em apenas 660 casos, a mulher foi a primeira ou a única infectada. Isso reforça a ideia de que os homens transmitem o vírus com maior facilidade. Os pesquisadores pretendem retomar o contato com os participantes do estudo para avaliar se a situação permanece a mesma com a variante Ômicron, que se tornou predominante posteriormente.

As descobertas sobre a maior resistência feminina à infecção por Covid-19, aliadas aos fatores biológicos e comportamentais, abrem caminho para novas pesquisas e um melhor entendimento da dinâmica da doença. Esses estudos são cruciais para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento mais eficazes, levando em consideração as diferenças entre os sexos.

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