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Pesquisa da USP constata que maioria dos adolescentes de Ribeirão já cometeu algum delito

No entanto, grande parte das infrações são de baixa gravidade e cometidas apenas uma vez
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No entanto, grande parte das infrações são de baixa gravidade e cometidas apenas uma vez

No entanto, grande parte das infrações são de baixa gravidade e cometidas apenas uma vez

Uma pesquisa recente revelou dados preocupantes sobre a incidência de atos infracionais entre adolescentes. O estudo apontou que uma parcela significativa dos jovens já cometeu algum tipo de delito, com uma minoria sendo responsável pela maioria dessas ocorrências. Para entender melhor esse cenário, conversamos com o psicólogo e pesquisador da USP, André Vilela Comatso.

A Prevalência de Delitos na Adolescência

O professor Comatso destacou que a prática de delitos é um fenômeno comum na adolescência, presente também em outros países. Ele explica que o envolvimento em comportamentos de risco, incluindo os delituosos, pode ser visto como parte da busca por emoção e adrenalina, sem necessariamente indicar um envolvimento sério com o crime. Grande parte dos delitos cometidos por adolescentes são pontuais e de baixa gravidade, como o vandalismo, caracterizando o que se chama de delinquência comum, um comportamento exploratório que tende a diminuir com o tempo.

Delinquência Distintiva e a Necessidade de Intervenção

A pesquisa também identificou um grupo menor de adolescentes, cerca de 17%, responsável pela maior parte dos delitos. Comatso explica que, na amostra estudada, esses jovens cometeram 75% dos delitos. Esse tipo de comportamento é classificado como delinquência distintiva, indicando que esses jovens acumularam características individuais e sociais que, se não forem abordadas com intervenções eficazes, podem levar à continuidade da prática de crimes na vida adulta.

Estratégias de Prevenção e Intervenção

Para lidar com essa problemática, o professor Comatso sugere uma abordagem em duas frentes. No nível macro social, é fundamental que o Estado ofereça políticas públicas que proporcionem espaços de cultura, lazer e educação para os jovens, preenchendo o tempo livre fora da escola com atividades organizadas e supervisionadas por adultos. No nível individual, é crucial que os jovens em contato com a justiça recebam intervenções pontuais e especializadas, considerando suas necessidades e potenciais. Comatso ressalta que a diminuição da maioridade penal é uma solução simplista que não leva em conta as particularidades de cada adolescente. Além disso, é essencial o apoio e orientação aos pais, para que a família possa oferecer um ambiente estruturado e com regras claras, complementando o trabalho da escola e dos orientadores.

A compreensão das nuances por trás dos atos infracionais na adolescência é crucial para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção e intervenção.

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