Grupo encontrou alterações na molécula responsável pela produção de proteínas nas células
Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto e São Paulo estudaram por três anos as células de 39 pessoas infectadas pelo vírus da chicungunha para entender como ele afeta o corpo humano. Amostras de 20 pessoas não infectadas também foram analisadas para comparação.
Alterações Genéticas e Resposta Imunológica
Os resultados apontaram alterações na molécula responsável pela produção de proteínas nas células infectadas. Essa alteração genética permite avaliar quais sistemas de defesa são ativados em resposta ao vírus e, consequentemente, direcionar tratamentos mais eficazes. Segundo o pesquisador Dario Zamboni, da USP Ribeirão Preto, a comparação entre células infectadas e não infectadas revela quais proteínas são ativadas em resposta ao vírus.
Chicungunha: Sintomas, Complicações e Tratamento
A chicungunha, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue), causa febre, dores de cabeça e nas articulações. A pesquisa indica que essas dores podem evoluir para artrite. Embora a doença seja complexa e possa levar a processos autoimunes, com tratamento ineficaz, a compreensão de seu desenvolvimento e da resposta do organismo à replicação viral é crucial para o desenvolvimento de tratamentos mais adequados. A pesquisa busca entender a progressão da patologia e como interferir nos processos que levam a complicações graves, como artrite e, em casos raros (0,1%), a óbito.
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Avanços na Pesquisa e Colaborações
A pesquisa, realizada em conjunto pela USP Ribeirão Preto e São Paulo, Instituto Butantan e Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe, é contínua. A busca por respostas e o desenvolvimento de tratamentos eficazes para a chicungunha seguem como foco principal, impulsionados pela necessidade de compreender a doença para oferecer tratamentos adequados.



