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Pesquisa da USP possibilita diagnóstico mais rápido de problemas estomacais

Método poderá descobrir em segundos se paciente sofre de úlceras ou gastrite, por exemplo
diagnóstico problemas estomacais
Método poderá descobrir em segundos se paciente sofre de úlceras ou gastrite, por exemplo

Método poderá descobrir em segundos se paciente sofre de úlceras ou gastrite, por exemplo

Teste de respiração detecta bactéria causadora de gastrite

Uma nova tecnologia brasileira promete revolucionar o diagnóstico de infecção por Helicobacter pylori, bactéria causadora de gastrite e úlceras. O método consiste em um simples teste de respiração, após a ingestão de um suco de laranja contendo ureia marcada com carbono 13. Em 15 a 20 minutos, a presença da bactéria é detectada através do gás carbônico exalado.

Diagnóstico mais simples e acessível

O pesquisador Eduardo Ferrioli, da USP de Ribeirão Preto, destaca a praticidade do exame: “Simplesmente com o teste da pessoa ingerir um suco de laranja, a gente coletar amostras de ar espirado, soprar dentro de um tubinho, a gente consegue detectar se ela tem ou não a bactéria Helicobacter pylori no seu estômago”. A tecnologia, em estudo há quatro anos na USP, dispensa a endoscopia, um procedimento invasivo e desconfortável, em muitos casos.

Tecnologia nacional e redução de custos

A produção nacional da ureia marcada com carbono 13 é o grande diferencial. José Albertino Bendassoli, pesquisador do Centro de Energia Nuclear de Piracicaba, explica que a produção local reduz o custo em cerca de um terço, tornando o teste mais acessível à população. Eduardo Ferrioli complementa: “Isso implica numa redução de custo muito grande, e também a gente vai aumentar a disponibilidade desse marcador no Brasil para todos os serviços de saúde”.

A jornalista Rosi Meire Souza, que sofre com gastrite crônica e precisa de endoscopias regulares, demonstra entusiasmo com a nova tecnologia: “Eu acho que seria ótimo, não é tão invasivo, né? Seria perfeito. Pra quem precisa fazer sempre como eu, seria ótimo”. Embora não substitua a endoscopia em todos os casos, o teste simplifica a detecção da bactéria, auxiliando no tratamento e monitoramento da doença. Atualmente, a tecnologia passa por testes na Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, e busca financiamento para produção em larga escala.

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