Duas a cada dez ex-gestantes sofrem com a doença
Depressão pós-parto: Alterações cerebrais reveladas em estudo
Uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto utilizou imagens de ressonância magnética para revelar alterações cerebrais em mulheres com depressão pós-parto. Algumas participantes apresentaram disfunção metabólica e danos em regiões responsáveis pela percepção e estímulos afetivos. O estudo destaca a gravidade do problema e a necessidade de intervenções eficazes.
Impacto e consequências da doença
De acordo com o psiquiatra e pesquisador Carlos Eduardo Rosa, a depressão pós-parto atinge 19% das grávidas e pode ter consequências devastadoras, incluindo o risco de morte do filho pela mãe e suicídio. A pesquisa contribui para uma melhor compreensão da doença e auxilia na definição de tratamentos mais adequados, permitindo avaliar a resposta a diferentes intervenções terapêuticas, incluindo medicamentos.
Experiência pessoal e importância do apoio profissional
A jornalista Taís Souza, que sofreu com a depressão pós-parto após a primeira gravidez, compartilha sua experiência, destacando a falta de preparo para as dificuldades da maternidade e a sensação de solidão e desespero vivenciada. A médica Flávia Marcial de Mendonça enfatiza a importância da atenção profissional, diferenciando a tristeza comum no pós-parto da depressão, que se manifesta de forma mais tardia e intensa, com sintomas como ansiedade e crises de pânico. A médica ressalta a necessidade de apoio, acompanhamento terapêutico e tratamento adequado para evitar a cronificação e agravamento da doença, que em casos extremos, pode levar ao suicídio. O estudo analisou cerca de 1.300 grávidas, com 36 apresentando depressão pós-parto entre as 184 convocadas para avaliação detalhada.
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O estudo reforça a importância da conscientização sobre a depressão pós-parto, a busca por ajuda profissional e o apoio da rede de suporte para garantir a saúde mental das mulheres nesse período tão delicado. A detecção precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir consequências graves e garantir o bem-estar da mãe e do bebê.



