Pesquisadores coletaram amostras de sangue, saliva e fezes de macacos da região para fazer os testes
Uma pesquisa inédita busca mapear as áreas de risco de infecção por doenças transmitidas por mosquitos, como febre amarela, Zika e Chicungunha, na região de Ribeirão Preto.
Coleta de Amostras
Iniciada no ano passado, a pesquisa já coletou amostras de sangue, saliva e fezes de 150 macacos bugios, saguis e pregos em Ribeirão Preto e cidades vizinhas, como Catanduva, Estrela d’Oeste, Jato Preto. As amostras foram coletadas em zoológicos e em campo, sendo os saguis a espécie mais abundante coletada. O objetivo é identificar a presença dos vírus nesses animais e determinar como eles são liberados no ambiente (sangue, saliva, fezes) para melhor entender as chances de transmissão na natureza.
Vírus Emergentes e Vigilância
Entre 2016 e 2017, casos de febre amarela em macacos mortos na região geraram alerta sobre a circulação de vírus. A pesquisa visa criar uma ferramenta para identificar zonas de risco de infecção por esses vírus, incluindo aqueles já conhecidos (como a febre amarela) e outros emergentes, que podem causar novos surtos, como Zika e outros ainda desconhecidos na região. O intuito é entender e mitigar surtos antes que eles se espalhem.
Resultados e Aplicações
Os resultados da pesquisa, esperados para daqui a três anos, poderão ser utilizados por órgãos públicos para orientar ações de saúde em áreas de risco. A intenção é que a ferramenta desenvolvida seja utilizada a longo prazo por outros órgãos de saúde, contribuindo para a vigilância epidemiológica da região.



