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Pesquisa da USP Ribeirão aplica mutação genética em camundongos para estudar tumor em humanos

Animais são modificados para desenvolver câncer do córtex da suprarrenal; estudo é inédito
Mutação genética em camundongos
Animais são modificados para desenvolver câncer do córtex da suprarrenal; estudo é inédito

Animais são modificados para desenvolver câncer do córtex da suprarrenal; estudo é inédito

Um estudo inédito da USP de Ribeirão Preto promete revolucionar o tratamento de um tipo raro e agressivo de câncer: o tumor de córtex supra-renal infantil. A doença, causada por uma mutação genética congênita, afeta cerca de 4 em 1 milhão de crianças brasileiras com até 15 anos, com incidência 15 vezes maior no Sul e Sudeste do país em comparação com os Estados Unidos. A hipótese é que a mutação tenha se originado com um tropeiro português no século XVIII, explicando a maior concentração nas regiões Sul e Sudeste.

Diagnóstico e Tratamento Atual

O diagnóstico precoce permite a cirurgia como tratamento padrão. No entanto, a metástase é frequente, e a falta de tratamentos eficazes resulta em óbito em menos de um ano na maioria dos casos. A pesquisa liderada pelo biomédico Clayton Silva Borges busca mudar esse cenário.

A Pesquisa com Camundongos

Utilizando camundongos geneticamente modificados para desenvolver o mesmo tipo de tumor, a pesquisa permitiu a observação da metástase de forma similar à humana. A semelhança genética e fisiológica entre camundongos e humanos possibilitou o estudo da formação tumoral e a busca por novas abordagens terapêuticas, algo inviável eticamente em humanos. O estudo também observou a inação do sistema imunológico contra o tumor, tanto em humanos quanto em camundongos.

Novas Esperanças

A próxima etapa da pesquisa focará na ativação do sistema imunológico para combater o tumor. A equipe buscará identificar genes e moléculas que regulam a resposta imune, visando o desenvolvimento de drogas que induzam essa resposta. O trabalho de Clayton, fruto de seu pós-doutorado em Harvard e financiado pela Fapesp e CNPq, já foi premiado internacionalmente e continua a gerar esperanças para o tratamento dessa doença devastadora.

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