Quem explica como funciona o equipamento é o pesquisador responsável pelo projeto Alex Soares de Castro
Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto desenvolveram um aparelho portátil que auxilia a polícia na detecção de cocaína durante abordagens e operações contra o tráfico. A tecnologia, fruto do trabalho do químico Alex Soares de Castro, utiliza um sensor eletroquímico para identificar a substância.
Desenvolvimento do Aparelho
O projeto, iniciado em 2012 como parte de uma iniciação científica, focou na detecção de cocaína a partir de 2015. O sensor eletroquímico, desenvolvido durante o mestrado de Alex, utiliza algoritmos matemáticos para análise. O eletrodo utilizado é uma versão modificada de um modelo comercial, aprimorado ao longo de oito anos de pesquisa para garantir a especificidade na detecção de cocaína, mesmo na presença de outras substâncias.
Precisão e Aplicabilidade
O aparelho consegue identificar a cocaína mesmo quando misturada a outras substâncias, como veneno de rato, frequentemente encontradas em drogas apreendidas no Brasil. Através de análises em laboratório e estudos de interferentes (substâncias que podem mascarar a presença da cocaína), o sensor consegue classificar as amostras, apresentando uma taxa de acerto de 98% na identificação da cocaína em amostras analisadas.
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Próximos Passos e Potencial
O objetivo é levar a tecnologia para além dos muros da universidade, tornando-a acessível às forças policiais. O aparelho portátil representa uma alternativa mais barata e eficiente aos equipamentos de bancada atualmente utilizados, custando cerca de 10 vezes menos. Sua portabilidade permite análises no local da apreensão, acelerando os processos de identificação e o combate ao tráfico. A tecnologia também pode ser adaptada para detectar outras drogas no futuro.



