Processo é realizado com luz ultravioleta e pode ajudar idosos, alérgicos e bebês
Modificando a proteína do leite para uma vida mais saudável
Uma pesquisa inovadora realizada por Juliana Fracola da Silva, do Instituto de Química da USP de São Carlos, em parceria com a Embrapa, Unesp e uma instituição dinamarquesa, busca melhorar a digestibilidade da proteína do leite, a betalactoglobulina. A pesquisa, parte de um projeto maior financiado pela FAPESP, foca em desenvolver produtos mais nutritivos que promovam o envelhecimento saudável.
A luz UV como aliada na transformação da proteína
Para modificar a proteína, Juliana utilizou a irradiação com luz ultravioleta (UV). Esse processo altera a estrutura da proteína, tornando-a mais fácil de ser digerida, especialmente por idosos, recém-nascidos e pessoas com alergia ao leite. Além disso, a técnica preserva melhor as características organolépticas do alimento, como cor e sabor, e apresenta um custo significativamente menor que a pasteurização – cerca de 250 vezes mais econômica.
Benefícios para diferentes grupos e o futuro da pesquisa
A proteína modificada com luz UV apresenta fragmentos com funções antioxidantes, anti-hipertensivas e ansiolíticas. Em idosos, por exemplo, seu consumo pode contribuir para a diminuição da pressão arterial. Embora ainda em fase preliminar, os resultados são promissores e abrem caminho para produtos lácteos mais acessíveis e benéficos para diversas faixas etárias e condições de saúde. A pesquisa destaca a importância de soluções para um envelhecimento saudável, melhorando a qualidade de vida de idosos, crianças e pessoas com alergia ao leite. Embora ainda não haja um produto pronto no mercado, a pesquisa continua avançando, buscando transformar essa descoberta em realidade.



