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Pesquisa de ‘Fase 2’ aponta que a terceira dose da Coronavac é eficaz para aumentar a imunidade contra a Covid-19

Professor e pesquisador da Unesp, Vitor Valentim, explica sobre o artigo publicado pela Sinovac
terceira dose Coronavac
Professor e pesquisador da Unesp, Vitor Valentim, explica sobre o artigo publicado pela Sinovac

Professor e pesquisador da Unesp, Vitor Valentim, explica sobre o artigo publicado pela Sinovac

Em São Paulo, a variante Delta do coronavírus preocupa as autoridades sanitárias. Dados recentes apontam que a capital paulista concentra o maior número de casos da variante, com 151 registros, sendo 133 em investigação e 18 autóctones (transmissão comunitária comprovada).

Casos da Variante Delta em Cidades Paulistas

Além da capital, outras cidades também registraram casos da variante Delta. Tapeivi, com 14 casos, e Cruzeiro, com 9, são exemplos. A alta transmissibilidade da variante Delta é motivo de preocupação, podendo levar a um aumento na agressividade do vírus.

Eficácia da Terceira Dose da Coronavac

Um estudo de fase 2 conduzido pela Sinovac, laboratório chinês desenvolvedor da Coronavac, indica que uma terceira dose da vacina aumenta significativamente a imunidade contra o coronavírus. A pesquisa, realizada na China com voluntários adultos e idosos, apontou um aumento de até cinco vezes no potencial de imunidade. Os diferentes protocolos de aplicação da terceira dose mostraram resultados positivos, principalmente quando aplicada seis meses após a segunda dose.

Vacinação e Mutações Virais

O professor e pesquisador da Unesp, Vítor Valente, explicou que a necessidade de uma terceira dose e, possivelmente, de doses anuais, está relacionada à alta transmissibilidade do vírus e à frequência de mutações. Assim como ocorre com a vacina contra influenza, a vacinação anual contra o coronavírus pode ser necessária para manter a proteção contra novas variantes, como a Delta, que já apresenta transmissão comunitária em diversas cidades paulistas. O governo de São Paulo já anunciou a intenção de iniciar a re-vacinação em janeiro, enquanto o Ministério da Saúde ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

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